11/04/2026
Voltámos ao forno. Aquele que já não via lume há anos.
Um forno com memória e que guarda as histórias de muitas famílias que, por esta altura, iam “guardando a vez” para fazer o “trigo” para a semana.
Tentamos ir fazendo tudo como antigamente.
O “radoiro” a chegar as brasas, o “vassoiro” a varrer e que, juntamente com a água do fontanário ajudava a arrefecer a pedra que já esquentara demais. O teste… faz-se com a farinha. “A massa só se mete quando a farinha ficar branquinha”
Chega a massa que estivera lentamente a levedar.
Começa-se pela “bola dianteira”: fininha, com salpicão caseiro da matança do porco.
A primeira a entrar… e pouco depois já estávamos todos à volta do forno, a parti-la ainda quente. Quando o pão entrou, saiu aquela frase de sempre, quase sem pensar:
“Deus te benza.”
E foi aí que o forno ficou noiteiro.
O cheiro espalhou-se… e, como acontece sempre, começou a aparecer mais gente. Uns por curiosidade, outros porque reconheceram o momento. E, de repente, já éramos de novo, o “antigo Outeiro”.
As fotos mostram um bocadinho disso: o forno aceso, o pão, as mãos…
mas o que se vive ali não cabe numa imagem.
No dia 25, queremos voltar a isto.
Aparece. 🤍