O mirtilo foi introduzido em Portugal, no concelho de Sever do Vouga, em 1990 pela mão de técnicos holandeses da Fundação Lockorn. No concelho de Sever do Vouga encontram-se atualmente centenas de produtores de mirtilo e de outros produtos a ele associados que representam um peso importante para o orçamento de muitas famílias fomentando uma economia circular de baixa pegada ecológica. Pelas características das suas explorações em minifúndio as operações culturais são executadas no seio familiar apenas com recurso a mão de obra local. A fruta é colhida manualmente, baga a baga, sendo alvo da mínima manipulação para que chegue o mais fresca possível ao consumidor final. A grande maioria das explorações possuem um sistema de certificação chamado GlobalG.A.P. que rastreia desde o processo produtivo até às prateleiras das superfícies comerciais garantindo que são cumpridos todos os requisitos de higiene, segurança alimentar e respeito pelo meio ambiente. São 30 anos de tradição e saber fazer, que passa de avós para netos fazendo parte da tradição destas gentes que trocaram a produção de milho para alimentação animal pelo Rei dos Antioxidantes. Há 3 décadas arriscaram e inovaram para hoje serem reconhecidos como Sever do Vouga Capital do Mirtilo.