01/06/2026
O Clube de Desenho tem o prazer de convidar para o lançamento do livro 'Assis Bueno 37' de Paula Delecave, no próximo sábado, dia 6 de junho, às 17h. Contamos com a vossa presença.
O livro Assis Bueno 37, de Paula Delecave, parte das memórias da casa de seus avós na Rua Assis Bueno, no Rio de Janeiro, e encontra o luto pela perda de sua mãe, adentrando também pela casa materna. Quais são as histórias que compõem as nossas casas? Como desenhar uma coisa que já não mais está? A autora mergulha nas histórias dessa casa em um livro homenagem sobre o luto que se reflete também na espacialidade das coisas. Sobre as casas que nos acolhem e permanecem mesmo quando já não estão, onde encontramos uma grande parte de quem somos: a casa-mãe, a casa-letra, a casa-voz e a casa-corpo.
Entramos no livro como se adentra um sonho, que mistura memória, sentido de humor, desejo, infância e as perdas. Um livro travessia, em busca de recompor a memória para refazer as tramas do afeto que nos ajudam a seguir.”
O livro faz parte da Coleção Oleandras - narrativas autobiográficas de autoras que usam a imagem como forma primordial de escrita. Os 4 primeiros livros - 'Vai mas volta' de Liliana Lourenço, 'Amanhã' de Ana Biscaia, 'Um corpo que se desfaz' de Rachel Caiano (ainda em desenvolvimento) e 'Assis Bueno 37' de Paula Delecave - inauguram uma coleção de livros-objeto que conjugam grafismo, texto e imagem de forma experimental.
Paula Delecave
Nasceu no Rio de Janeiro e reside em Lisboa. É ilustradora, designer e atriz. Utiliza a colagem como linguagem gráfica.
Licenciada em Comunicação Visual na Pontifícia Universidade Católica (PUC-Rio), em Teatro na Casa das Artes de Laranjeiras (CAL), ambas no Rio de Janeiro e pós-graduada em Livro Infantil, Pontifícia Universidade Católica, Lisboa. Ilustrou, em Portugal, os livros 'Que estranho!' de Filipa Galrão e Catarina Pedro (2024), Ed. Infinito Particular, 'O Avô tem uma borracha na cabeça' (Porto Editora, 2020), distinguido com o selo ler +, editado também na América espanhola, 'Que aventura ser Matilde' (Associação Pais em Rede, 2015), ambos com texto de Rui Zink e, no Rio de Janeiro, 'Era uma vez um quintal' (2023), de Andreia Prestes (Ed. Pallas Mini), 'Que bicho eu sou? Que som eu faço?' (2023) de Guto Nobre (Ed. Lacre), semifinalista do Prémio Jabuti, (livro Infanto-juvenil) e 'Quando João ficou sem palavras' (Ed. Memória Visual). Sua exposição de colagens 'Eu vim de lá' – colagens de memórias feitas a partir da de fotos do seu acervo familiar e de anónimos, apoiada pelo programa Garantir Cultura, do governo português, circulou por diversas cidade de Portugal de 2021 a 2023. Seu trabalho na exposição Favelité (Ano do Brasil na França 2005) - mostra panorama sobre a favela na estação RER Luxemburgo (Paris) - ganhou menção honrosa na Bienal de Design Gráfico, 2008 (São Paulo). Como designer desenvolveu parceria com Rara Dias e Ana Carneiro, no design de livros de artistas plásticos como Antonio Dias, Iole de Freitas, Waltercio Caldas, etc. Premiadas com o Prêmio Jabuti 2010 e ADG 2015. Em Portugal colaborou com a Companhia de Actores no cenário do Concurso de teatro Fala-me disso (2021-2022), com Filipe Raposo nos livros-disco Trilogia das Cores, com a dupla Simão Costa e Yola Pinto no livro YPSC – transduction; no design do livro Flowing Forms de Daniel Mattar, e no livro Como Olhar junto da fotógrafa Luiza Baldan. Em 2023 foi artista Residente dentro do âmbito do PNA (Plano Nacional das Artes), ES.CO, Torres Vedras. Formada em teatro, atuou como atriz, cenógrafa e assistente de direção em performances no Rio, São Paulo e Lisboa. Desenvolveu, em parceria com António Jorge Gonçalves, em Portugal, os espetáculos 'Frutoscópio' e 'O convidador de Pirilampos', a partir do livro de Ondjaki. Realiza regularmente oficinas de colagem (construção de livros de memórias) a partir do trabalho realizado no livro 'O Avô tem uma borracha na cabeça', para famílias e escolas em Portugal e no Rio de Janeiro.