FIOMS · Festival Internacional de Órgão e Música Sacra

FIOMS · Festival Internacional de Órgão e Música Sacra 🏛 | Festival Internacional de Órgão & Música Sacra
📍 | Porto Metropolitan Area
Projeto cofinanciado pelo Programa Regional NORTE 2030

17/09/2026

A música não começa quando alguém toca.

Já está lá.

Na madeira.
Na pedra.
No ar.
No nosso âmago

À espera.

FIOMS 2026

A música está prestes a voltar a ocupar o seu lugar.


𝗨𝗺𝗮 𝗻𝗼𝗶𝘁𝗲 𝗱𝗲 𝗳𝘂𝘀𝗮̃𝗼: 𝗼𝘀 𝗺𝗲𝘁𝗮𝗶𝘀 𝗲𝗻𝗰𝗼𝗻𝘁𝗿𝗮𝗿𝗮𝗺 𝗼 𝗼́𝗿𝗴𝗮̃𝗼Numa igreja, ouvir música é também ouvir o espaço. O som não termina...
13/09/2026

𝗨𝗺𝗮 𝗻𝗼𝗶𝘁𝗲 𝗱𝗲 𝗳𝘂𝘀𝗮̃𝗼: 𝗼𝘀 𝗺𝗲𝘁𝗮𝗶𝘀 𝗲𝗻𝗰𝗼𝗻𝘁𝗿𝗮𝗿𝗮𝗺 𝗼 𝗼́𝗿𝗴𝗮̃𝗼

Numa igreja, ouvir música é também ouvir o espaço. O som não termina onde termina o instrumento: prolonga-se na pedra, sobe, demora-se. No dia 17 de janeiro, o 𝗜𝗺𝗽𝗲𝗿𝗶𝗮𝗹 𝗤𝘂𝗶𝗻𝘁𝗲𝘁 e 𝗝𝗼𝗮̃𝗼 𝗦𝗮𝗻𝘁𝗼𝘀, ao órgão, protagonizaram mais uma noite do Festival Internacional de Órgão e Música Sacra, na belíssima 𝗜𝗴𝗿𝗲𝗷𝗮 𝗣𝗮𝗿𝗼𝗾𝘂𝗶𝗮𝗹 𝗱𝗲 𝗚𝘂𝗲𝗶𝗳𝗮̃𝗲𝘀.

Dois trompetes, trompa, trombone e tuba trouxeram ao concerto uma distinta presença sonora. Mas não foi apenas uma questão de volume ou de imponência. Houve rigor, transparência e também momentos de grande subtileza na interpretação de obras de Gabrieli, Monteverdi, Händel, Purcell, Couperin e outros autores.

O órgão de João Santos acrescentou outra cor ao conjunto. Por vezes em primeiro plano, outras vezes a sustentar os metais, foi criando com eles uma relação que deu ao programa diferentes equilíbrios. A música renascentista e barroca passou assim por vários registos: das fanfarras às danças, da 𝗖𝗵𝗮𝗰𝗼𝗻𝗻𝗲 ao conhecido 𝗛𝗮𝗹𝗹𝗲𝗹𝘂𝗷𝗮𝗵 𝗖𝗵𝗼𝗿𝘂𝘀.

Um programa com séculos de distância podia facilmente transformar-se numa viagem ao passado. Não foi isso que aconteceu. As obras chegaram até nós sem a distância que tantas vezes associamos à música antiga. Foram tocadas aqui e agora, num espaço concreto, diante de um público concreto. E foi nessa circunstância que ganharam ainda mais sentido.

É este, também, um dos propósitos do Festival: colocar a música dentro do património, e não simplesmente ao lado dele. Fazer com que as igrejas continuem a ser lugares onde tudo acontece — a transcendência.

F**a o nosso agradecimento ao Imperial Quintet, ao João Santos, ao público e a todos os que contribuíram para esta noite.

No fim, f**am as obras, f**a a memória do concerto e f**a a certeza de que estes espaços têm muito para nos dizer.

𝗕𝗥𝗜𝗟𝗛𝗢 𝗘 𝗚𝗟𝗢́𝗥𝗜𝗔 — 𝗠𝗨́𝗦𝗜𝗖𝗔 𝗣𝗔𝗥𝗔 𝗠𝗘𝗧𝗔𝗜𝗦 𝗘 𝗢́𝗥𝗚𝗔̃𝗢, 𝗗𝗘 𝗚𝗔𝗕𝗥𝗜𝗘𝗟𝗜 𝗔 𝗛𝗔𝗡𝗗𝗘𝗟
𝗜𝗻𝘁𝗲́𝗿𝗽𝗿𝗲𝘁𝗲𝘀: Imperial Quintet · João Santos, órgão
📆17 de janeiro de 2026 · 🕧21h30
🏛️Igreja Paroquial de Gueifães · Maia

𝗔𝗥𝗤𝗨𝗜𝗧𝗘𝗖𝗧𝗨𝗥𝗔𝗦 𝗗𝗢 𝗘𝗦𝗣𝗜́𝗥𝗜𝗧𝗢 — 𝗥𝗮𝗱𝗼𝘀𝗹𝗮𝘄 𝗠𝗮𝗿𝘇𝗲𝗰No dia 30 de Novembro, Radoslaw Marzec trouxe à 𝗜𝗴𝗿𝗲𝗷𝗮 𝗱𝗲 𝗨𝗜 um programa exi...
30/08/2026

𝗔𝗥𝗤𝗨𝗜𝗧𝗘𝗖𝗧𝗨𝗥𝗔𝗦 𝗗𝗢 𝗘𝗦𝗣𝗜́𝗥𝗜𝗧𝗢 — 𝗥𝗮𝗱𝗼𝘀𝗹𝗮𝘄 𝗠𝗮𝗿𝘇𝗲𝗰

No dia 30 de Novembro, Radoslaw Marzec trouxe à 𝗜𝗴𝗿𝗲𝗷𝗮 𝗱𝗲 𝗨𝗜 um programa exigente, pouco previsível e profundamente ligado à história do órgão europeu.

𝗕𝗮𝗰𝗵 esteve no centro do concerto — na Fantasia e Fuga BWV 542, na Trio-Sonata n.º 6 e, sobretudo, na Passacaglia BWV 582 — mas não foi o único território explorado. A Suite du Second Ton de 𝗝𝗲𝗮𝗻 𝗔𝗱𝗮𝗺 𝗚𝘂𝗶𝗹𝗹𝗮𝗶𝗻 e as peças provenientes do manuscrito das Clarissas Pobres de 𝗦𝘁𝗮𝗿𝘆 𝗦𝗮̨𝗰𝘇, de 1768, abriram outras perspectivas sobre a música para órgão e sobre a riqueza de repertórios que continuam a merecer ser ouvidos.

Marzec assumiu este programa com grande domínio técnico, mas também com uma leitura muito própria: rigorosa nas referências históricas, sem transformar esse rigor numa barreira à expressão. O resultado foi um concerto de contrastes, em que a arquitectura das obras de Bach encontrou a cor, a surpresa e a dimensão teatral de outros universos musicais.

Foi também uma excelente oportunidade para ouvir um intérprete cuja actividade tem estado particularmente ligada à investigação e à interpretação do repertório organístico dos séculos XVI a XVIII.

O nosso agradecimento muito especial à Igreja de UI, pela forma como continua a acolher o festival: com uma disponibilidade rara, atenção a todos os detalhes e uma verdadeira abertura à música. É um privilégio poder contar com este espaço e com quem o torna possível.

Obrigado também a todos os que estiveram connosco nessa tarde de muita cor.

📸pedro.couto

𝗣𝗼𝘂𝗿 𝗹𝗲 𝗣𝗼𝗿𝘁-𝗥𝗼𝘆𝗮𝗹 — 𝗮 𝗮𝘂𝘀𝘁𝗲𝗿𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲 𝗺𝗶́𝘀𝘁𝗶𝗰𝗮 𝗻𝗮 𝗙𝗿𝗮𝗻𝗰̧𝗮 𝘀𝗲𝗶𝘀𝗰𝗲𝗻𝘁𝗶𝘀𝘁𝗮No dia 29 de novembro de 2025, a Igreja de São Louren...
30/08/2026

𝗣𝗼𝘂𝗿 𝗹𝗲 𝗣𝗼𝗿𝘁-𝗥𝗼𝘆𝗮𝗹 — 𝗮 𝗮𝘂𝘀𝘁𝗲𝗿𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲 𝗺𝗶́𝘀𝘁𝗶𝗰𝗮 𝗻𝗮 𝗙𝗿𝗮𝗻𝗰̧𝗮 𝘀𝗲𝗶𝘀𝗰𝗲𝗻𝘁𝗶𝘀𝘁𝗮

No dia 29 de novembro de 2025, a Igreja de São Lourenço, no Porto, acolheu, no âmbito do FIOMS — Festival Internacional de Órgão e Música Sacra, um concerto dedicado ao universo espiritual de Port-Royal e à música religiosa francesa do século XVII.

Sob a direcção de 𝗙𝗲𝗿𝗻𝗮𝗻𝗱𝗼 𝗠𝗶𝗴𝘂𝗲𝗹 𝗝𝗮𝗹𝗼̂𝘁𝗼, o 𝗟𝘂𝗱𝗼𝘃𝗶𝗰𝗲 𝗘𝗻𝘀𝗲𝗺𝗯𝗹𝗲 apresentou Música para o Mosteiro de Port-Royal de Paris, de 𝗠𝗮𝗿𝗰-𝗔𝗻𝘁𝗼𝗶𝗻𝗲 𝗖𝗵𝗮𝗿𝗽𝗲𝗻𝘁𝗶𝗲𝗿, a par de obras para órgão de 𝗡𝗶𝗰𝗼𝗹𝗮𝘀-𝗔𝗻𝘁𝗼𝗶𝗻𝗲 𝗟𝗲𝗯𝗲̀𝗴𝘂𝗲, numa leitura que soube fazer da contenção uma forma de expressão e do silêncio uma parte essencial da música.

As vozes de 𝗘𝗱𝘂𝗮𝗿𝗱𝗮 𝗠𝗲𝗹𝗼, 𝗥𝗮𝗾𝘂𝗲𝗹 𝗠𝗲𝗻𝗱𝗲𝘀, 𝗢𝗿𝗹𝗮𝗻𝗱𝗮 𝗩𝗲𝗹𝗲𝘇 𝗜𝘀𝗶𝗱𝗿𝗼, 𝗠𝗮𝗿𝗶𝗮𝗻𝗮 𝗠𝗼𝗹𝗱𝗮̃𝗼 e 𝗜𝗻𝗲̂𝘀 𝗧𝗮𝘃𝗮𝗿𝗲𝘀 𝗟𝗼𝗽𝗲𝘀, acompanhadas pela viola da gamba de 𝗦𝗼𝗳𝗶𝗮 𝗗𝗶𝗻𝗶𝘇 e pelo órgão e direcção de Fernando Miguel Jalôto, deram corpo a uma música de profunda interioridade, marcada pela sobriedade, pela oração e por uma intensidade de uma sublime densidade expressiva.

A escolha da Igreja de São Lourenço — a Igreja dos Grilos — acrescentou uma ressonância particular ao programa. Erguido pela Companhia de Jesus a partir do final do século XVI, este templo atravessou diferentes comunidades religiosas e momentos da história do Porto, conservando até hoje a sua vocação de espaço de culto, escuta e memória.

Entre as paredes deste antigo espaço jesuítico, a música de Charpentier e Lebègue encontrou um lugar onde passado e presente puderam novamente tocar-se. Por algumas horas, a austeridade de Port-Royal deixou de ser apenas uma realidade distante da França seiscentista e tornou-se matéria sonora, viva e presente.

Um concerto em que a música antiga não se limitou a evocar uma época: restituiu-lhe uma atmosfera, uma espiritualidade e uma forma particular de escutar.

FIOMS — Festival Internacional de Órgão e Música Sacra
29 de novembro de 2025 | Igreja de São Lourenço, Porto

📸pedro.couto

𝗔 𝗻𝗼𝗶𝘁𝗲 𝗲𝗺 𝗾𝘂𝗲 𝗮 𝗺𝘂́𝘀𝗶𝗰𝗮 𝗼𝗰𝘂𝗽𝗼𝘂 𝘁𝗼𝗱𝗼 𝗼 𝗲𝘀𝗽𝗮𝗰̧𝗼.Foi assim na 𝗜𝗴𝗿𝗲𝗷𝗮 𝗱𝗲 𝗡𝗼𝘀𝘀𝗮 𝗦𝗲𝗻𝗵𝗼𝗿𝗮 𝗱𝗮 𝗠𝗮𝗶𝗮,, onde o órgão, junto ao alt...
23/08/2026

𝗔 𝗻𝗼𝗶𝘁𝗲 𝗲𝗺 𝗾𝘂𝗲 𝗮 𝗺𝘂́𝘀𝗶𝗰𝗮 𝗼𝗰𝘂𝗽𝗼𝘂 𝘁𝗼𝗱𝗼 𝗼 𝗲𝘀𝗽𝗮𝗰̧𝗼.

Foi assim na 𝗜𝗴𝗿𝗲𝗷𝗮 𝗱𝗲 𝗡𝗼𝘀𝘀𝗮 𝗦𝗲𝗻𝗵𝗼𝗿𝗮 𝗱𝗮 𝗠𝗮𝗶𝗮,, onde o órgão, junto ao altar, nos permitiu acompanhar de tão perto a extraordinária presença de 𝗩𝗶𝗰𝘁𝗼𝗿𝗶𝗮. Jovem, livre, destemida, a organista norueguesa trouxe ao instrumento uma frescura superior, sem nunca perder de vista a sua dimensão e a sua majestade.

Havia qualquer coisa de profundamente inspirador na forma como se entregou ao órgão. No gesto, na energia, na ousadia. Victoria Ulricksen não se limita a tocar, vive a música e faz do instrumento um território de descoberta, mostrando-nos que também no órgão há lugar para a inquietação, para a contemporaneidade e para o inesperado.

Do outro lado, 𝗝𝗼𝘀𝗲́ 𝗥𝗮𝗳𝗮𝗲𝗹 𝗣𝗮𝘀𝗰𝘂𝗮𝗹 𝗩𝗶𝗹𝗮𝗽𝗹𝗮𝗻𝗮 conduziu a 𝗕𝗮𝗻𝗱𝗮 𝗦𝗶𝗻𝗳𝗼́𝗻𝗶𝗰𝗮 𝗣𝗼𝗿𝘁𝘂𝗴𝘂𝗲𝘀𝗮 com uma força extraordinária. Firme, atento, expressivo, construindo cada momento com precisão, mas também com uma evidente liberdade artística.

E houve, entre maestro e organista, uma cumplicidade estreita. Pela proximidade, pela escuta e pela resposta imediata entre ambos, foi possível assistir a um incrível diálogo musical. Um diálogo em que a Banda Sinfónica Portuguesa respondeu com força, subtileza e extraordinária riqueza sonora à energia de Victoria e ao gesto de Vilaplana.

A 𝗦𝗶𝗻𝗳𝗼𝗻𝗶𝗮 𝗻.º 𝟯 𝗱𝗲 𝗦𝗮𝗶𝗻𝘁-𝗦𝗮𝗲̈𝗻𝘀 trouxe consigo toda a dimensão desse encontro: intensidade, contraste, drama e emoção.

No final, ficou a música. Mas também ficou a imagem de uma jovem artista que olha o órgão sem receio, com a liberdade de quem sabe que respeitar a tradição não signif**a f**ar preso a ela.

E é isto que resume uma noite sublime: uma tradição viva, nas mãos de quem tem a coragem de a fazer sua e de a fazer presente e avançar para o futuro.

📸pedro.couto

𝗔𝗳𝗶𝗻𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲𝘀 𝗲𝗹𝗲𝘁𝗶𝘃𝗮𝘀Há uma forma de entendimento que apenas se revela na música. Não se anuncia, não procura evidência; m...
27/07/2026

𝗔𝗳𝗶𝗻𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲𝘀 𝗲𝗹𝗲𝘁𝗶𝘃𝗮𝘀

Há uma forma de entendimento que apenas se revela na música. Não se anuncia, não procura evidência; manifesta-se na respiração comum do discurso, na gestão do tempo, na forma como cada intérprete reconhece o lugar do outro.

Foi essa qualidade de escuta que marcou o concerto 𝗘𝗰𝗼𝘀 𝗔𝗻𝘁𝗶𝗴𝗼𝘀, 𝗗𝗶𝗮́𝗹𝗼𝗴𝗼𝘀 𝗡𝗼𝘃𝗼𝘀, apresentado por 𝗣𝗮𝗯𝗹𝗼 𝗠𝗮́𝗿𝗾𝘂𝗲𝘇 𝗖𝗮𝗿𝗮𝗯𝗮𝗹𝗹𝗼 e 𝗔𝘁𝘀𝘂𝗸𝗼 𝗧𝗮𝗸𝗮𝗻𝗼 na 𝗜𝗴𝗿𝗲𝗷𝗮 𝗱𝗲 𝗦𝗮𝗻𝘁𝗮 𝗖𝗹𝗮𝗿𝗮. Unidos na vida e na atividade artística, os dois organistas fizeram da interpretação um exercício de inteligência partilhada, em que o diálogo entre o grande órgão da nave e o órgão positivo se afirmou como um verdadeiro espaço de construção musical.

O programa, percorrendo o esplendor policoral do Renascimento italiano, a escrita de Johann Sebastian Bach, a tradição barroca e uma obra contemporânea inspirada numa melodia tradicional japonesa, encontrou a sua unidade menos na sucessão cronológica das obras do que na coerência do pensamento interpretativo. Os instrumentos surgiram como prolongamentos de uma mesma ideia musical, explorando afinidades tímbricas, tensões espaciais e diferentes planos de ressonância.

Mais do que a soma de dois intérpretes, o 𝗗𝘂𝗼 𝗖𝗼𝗻𝗰𝗲𝗿𝘁𝗮𝗻𝘁𝗲 𝗮 𝗤𝘂𝗮𝘁𝘁𝗿𝗼 evidenciou uma interpretação assente numa escuta recíproca de absoluto rigor, onde a individualidade nunca se dilui, mas encontrou no outro a sua medida certa. Foi nessa forma superior de entendimento, simultaneamente artístico e humano, que residiu a singularidade deste projeto.

𝗜𝗴𝗿𝗲𝗷𝗮 𝗱𝗮 𝗟𝗮𝗽𝗮 𝗮𝗰𝗼𝗹𝗵𝗲𝘂 𝗺𝗲𝗺𝗼𝗿𝗮́𝘃𝗲𝗹 𝗖𝗼𝗻𝗰𝗲𝗿𝘁𝗼 𝗱𝗲 𝗦𝗮𝗻𝘁𝗮 𝗖𝗲𝗰𝗶́𝗹𝗶𝗮.A Igreja da Lapa encheu-se na noite de 22 de novembro para ...
14/07/2026

𝗜𝗴𝗿𝗲𝗷𝗮 𝗱𝗮 𝗟𝗮𝗽𝗮 𝗮𝗰𝗼𝗹𝗵𝗲𝘂 𝗺𝗲𝗺𝗼𝗿𝗮́𝘃𝗲𝗹 𝗖𝗼𝗻𝗰𝗲𝗿𝘁𝗼 𝗱𝗲 𝗦𝗮𝗻𝘁𝗮 𝗖𝗲𝗰𝗶́𝗹𝗶𝗮.

A Igreja da Lapa encheu-se na noite de 22 de novembro para celebrar Santa Cecília, padroeira da música e dos músicos num concerto que f**ará certamente entre os momentos mais marcantes desta edição do Festival Internacional de Órgão e Música Sacra.

Sob a direção de 𝗝𝗼𝘀𝗲́ 𝗥𝗮𝗳𝗮𝗲𝗹 𝗣𝗮𝘀𝗰𝘂𝗮𝗹 𝗩𝗶𝗹𝗮𝗽𝗹𝗮𝗻𝗮, a 𝗕𝗮𝗻𝗱𝗮 𝗦𝗶𝗻𝗳𝗼́𝗻𝗶𝗰𝗮 𝗣𝗼𝗿𝘁𝘂𝗴𝘂𝗲𝘀𝗮 e a jovem organista norueguesa 𝗩𝗶𝗰𝘁𝗼𝗿𝗶𝗮 𝗨𝗹𝗿𝗶𝗸𝘀𝗲𝗻, conduziram o público por um percurso musical cru e intenso, culminando na monumental Sinfonia n.º 3 "com Órgão", de Camille Saint-Saëns, cuja imponência encontrou na acústica da Igreja da Lapa um espaço privilegiado para se revelar. O programa incluiu ainda obras de Kathryn Salfelder, Morten Lauridsen e Maurice Duruflé, num diálogo entre espiritualidade, contemplação e grande expressividade musical.

Celebrado no dia dedicado a Santa Cecília, o concerto evocou a figura da mártir que, segundo a tradição cristã, permaneceu fiel à sua fé até ao fim e que, desde o século XVI, é venerada como padroeira dos músicos. A sua memória conferiu um signif**ado especial a uma noite em que a música voltou a afirmar-se como expressão de beleza, transcendência e comunhão.

A extraordinária adesão do público, que esgotou a lotação da igreja, confirma o crescente reconhecimento do Festival Internacional de Órgão e Música Sacra e da Igreja da Lapa como um espaço de excelência para a fruição da música sacra e para a valorização do património organístico.

O FIOMS manifesta o seu profundo agradecimento à Banda Sinfónica Portuguesa, ao maestro José Rafael Pascual Vilaplana e à organista Victoria Ulriksen pela excelência artística deste Concerto de Santa Cecília.

Agradece igualmente a todos quantos contribuíram para a realização deste momento e dirige uma palavra de especial reconhecimento ao numeroso público que encheu a Igreja da Lapa, cuja presença tornou esta celebração da música ainda mais signif**ativa. É para vós.

𝗟𝘂𝘇 𝗣𝗲𝗿𝗽𝗲́𝘁𝘂𝗮Nem sempre a luz se vê. Por vezes, escuta-se.Mas neste concerto vimos e escutamos.Saímos iluminados.Na 𝗜𝗴𝗿𝗲...
21/06/2026

𝗟𝘂𝘇 𝗣𝗲𝗿𝗽𝗲́𝘁𝘂𝗮

Nem sempre a luz se vê. Por vezes, escuta-se.
Mas neste concerto vimos e escutamos.
Saímos iluminados.

Na 𝗜𝗴𝗿𝗲𝗷𝗮 𝗱𝗲 𝗦𝗮𝗻𝘁𝗼 𝗜𝗹𝗱𝗲𝗳𝗼𝗻𝘀𝗼, as paredes reerguidas acolheram um programa construído em torno de uma das mais antigas inquietações humanas: a procura da luz para além da finitude. Das sonoridades ibéricas de 𝗖𝗼𝗿𝗿𝗲𝗮 𝗱𝗲 𝗔𝗿𝗮𝘂𝘅𝗼 à súplica intemporal de 𝗔𝗹𝗹𝗲𝗴𝗿𝗶, até à intensidade espiritual do Agnus Dei de 𝗦𝗮𝗺𝘂𝗲𝗹 𝗕𝗮𝗿𝗯𝗲𝗿, cada obra abriu um espaço de reflexão e serenidade. Considerada uma das mais marcantes criações corais do século XX, esta adaptação vocal do célebre Adagio for Strings transporta consigo uma extraordinária carga emocional. Nas suas linhas melódicas lentas e expansivas cruzam-se a vulnerabilidade humana, a experiência da perda, a dor do luto e, simultaneamente, uma profunda esperança de redenção e paz. Mas a intensidade veio da delicadeza com que foi dirigida e correspondida pelo Ensemble.

Sob a direção de 𝗔𝗻𝗱𝗿𝗲́ 𝗕𝗮𝗻𝗱𝗲𝗶𝗿𝗮 o 𝗠𝗶𝘀𝗲𝗿𝗶𝗰𝗼𝗿𝗱𝗶𝗮𝗲 𝗘𝗻𝘀𝗲𝗺𝗯𝗹𝗲 procurou servir essa narrativa através de uma sonoridade una, onde as vozes, sem perderem a sua individualidade, se encontraram num único corpo sonoro, para dar forma ao recolhimento que o programa convocava, para habitar o espaço.

Ao órgão, 𝗠𝗶𝗵𝗼 𝗡𝗮𝗸𝗮𝘇𝗮𝘄𝗮 trouxe profundidade e respiração ao discurso musical. A escuta mútua, a cumplicidade artística e a atenção ao detalhe criaram um diálogo entre vozes e instrumento, numa fluidez que marcou a experiência de todos os que encheram a igreja.

Num edifício cuja história atravessa séculos, onde a arte e a fé deixaram marcas visíveis em cada parede, a música revelou uma afinidade profunda com o espaço e os presentes. E talvez tenha sido essa convergência entre património, silêncio e som que tornou esta tarde tão singular.

Ao público que aceitou este convite para parar, escutar e contemplar, o nosso mais sincero agradecimento.

Que a luz permaneça.

📆16/11/2025
📍 Igreja de Santo Ildefonso, Porto

✨ 𝗙𝗜𝗢𝗠𝗦 – 𝟭𝟱 𝗱𝗲 𝗻𝗼𝘃𝗲𝗺𝗯𝗿𝗼, 𝗦𝗲́ 𝗖𝗮𝘁𝗲𝗱𝗿𝗮𝗹 𝗱𝗼 𝗣𝗼𝗿𝘁𝗼✨  O FIOMS voltou a provar que a música é um território sem fronteiras. N...
31/05/2026

✨ 𝗙𝗜𝗢𝗠𝗦 – 𝟭𝟱 𝗱𝗲 𝗻𝗼𝘃𝗲𝗺𝗯𝗿𝗼, 𝗦𝗲́ 𝗖𝗮𝘁𝗲𝗱𝗿𝗮𝗹 𝗱𝗼 𝗣𝗼𝗿𝘁𝗼✨

O FIOMS voltou a provar que a música é um território sem fronteiras.
Na noite de 15 de novembro, a Sé Catedral do Porto foi palco de um encontro raro e memorável: 𝗱𝗼𝗶𝘀 𝗼́𝗿𝗴𝗮̃𝗼𝘀 𝗵𝗶𝘀𝘁𝗼́𝗿𝗶𝗰𝗼𝘀, 𝗱𝘂𝗮𝘀 𝗰𝘂𝗹𝘁𝘂𝗿𝗮𝘀, 𝘂𝗺 𝘀𝗼́ 𝘀𝗼𝗺.
No âmbito do 𝗙𝗜𝗢𝗠𝗦, 𝗦𝗲𝗮𝗻 𝗠𝗮𝘅𝘄𝗲𝗹𝗹 𝗲 𝗠𝗶𝗵𝗼 𝗡𝗮𝗸𝗮𝘇𝗮𝘄𝗮 uniram Ocidente e Oriente num concerto para dois órgãos, explorando a riqueza sonora e histórica dos magníficos instrumentos da capela-mor.

O norte-americano Sean Maxwell e a japonesa Miho Nakazawa partilharam o espaço, o tempo e o som, num diálogo onde Oriente e Ocidente completaram-se. Entre ecos do barroco ibérico, italiano e alemão, a música atravessou séculos e geografias, revelando como um instrumento europeu pode ser habitado por sensibilidades vindas de mundos tão distintos.

Mais do que um concerto, foi um gesto, o de um festival que aposta no diálogo de culturas, na diversidade de percursos artísticos e na criação de pontes reais entre pessoas, histórias e formas de ouvir, viver e sentir. O FIOMS reafirma-se assim como um lugar de encontro, onde a tradição não é estática e o património ganha novas leituras.

Uma noite de espiritualidade, virtuosismo e celebração do património musical.

𝗙𝗜𝗢𝗠𝗦 – 𝗼𝗻𝗱𝗲 𝗮 𝗺𝘂́𝘀𝗶𝗰𝗮 𝗰𝗿𝗶𝗮 𝗽𝗼𝗻𝘁𝗲𝘀. 🎶

🎶𝗡𝗼 𝗟𝗮𝗯𝗶𝗿𝗶𝗻𝘁𝗼 𝗱𝗼 𝗦𝗼𝗺: 𝗢́𝗿𝗴𝗮̃𝗼 𝗲𝗻𝘁𝗿𝗲 𝗦𝗲́𝗰𝘂𝗹𝗼𝘀, 𝗧𝗿𝗮𝗱𝗶𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗲 𝗟𝗶𝗯𝗲𝗿𝗱𝗮𝗱𝗲📍 Igreja de Cedofeita (S. Martinho), Porto | 11 de n...
28/05/2026

🎶𝗡𝗼 𝗟𝗮𝗯𝗶𝗿𝗶𝗻𝘁𝗼 𝗱𝗼 𝗦𝗼𝗺: 𝗢́𝗿𝗴𝗮̃𝗼 𝗲𝗻𝘁𝗿𝗲 𝗦𝗲́𝗰𝘂𝗹𝗼𝘀, 𝗧𝗿𝗮𝗱𝗶𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗲 𝗟𝗶𝗯𝗲𝗿𝗱𝗮𝗱𝗲
📍 Igreja de Cedofeita (S. Martinho), Porto | 11 de novembro | 21h30

O organista titular da Catedral de Notre-Dame de Paris tocou os parabéns no encerramento de um concerto absolutamente auspicioso, nas celebrações dos 𝟮𝟱 𝗮𝗻𝗼𝘀 𝗱𝗼 𝗼́𝗿𝗴𝗮̃𝗼 𝗱𝗮 𝗜𝗴𝗿𝗲𝗷𝗮 𝗱𝗲 𝗖𝗲𝗱𝗼𝗳𝗲𝗶𝘁𝗮.

Foi na envolvência única deste templo, rodeados pelo carácter do betão, que 𝗩𝗶𝗻𝗰𝗲𝗻𝘁 𝗗𝘂𝗯𝗼𝗶𝘀 dirigiu as pulsações do público com um programa fascinante evidenciando a profundidade barroca de 𝗕𝗮𝗰𝗵, passando pelo romantismo de 𝗙𝗿𝗮𝗻𝗰𝗸 e 𝗦𝗮𝗶𝗻𝘁-𝗦𝗮𝗲̈𝗻𝘀, ao virtuosismo de 𝗗𝘂𝗽𝗿𝗲́ e à energia moderna de 𝗥𝗮𝘃𝗲𝗹. Culminando na improvisação de Dubois, um momento espontâneo de verdadeiro encantamento das massas. Reconhecido mundialmente pelo domínio técnico e sensibilidade artística, Dubois transforma o órgão num verdadeiro instrumento de diálogo entre a sua interpretação e as emoções que provoca no público.

Uma afirmação do talento tão grandioso como o espaço onde se apresentou. Construído pela suíça 𝗧𝗵. 𝗞𝘂𝗵𝗻 𝗔𝗚, o instrumento revelou toda a sua riqueza sonora e versatilidade, sendo palco perfeito para a performance magistral de Dubois.

Na plateia, atentos, curiosos e rendidos, estavam também 𝗮𝗿𝘁𝗶𝘀𝘁𝗮𝘀 𝗽𝗮𝗿𝘁𝗶𝗰𝗶𝗽𝗮𝗻𝘁𝗲𝘀 𝗻𝗼 𝗙𝗜𝗢𝗠𝗦, como Sean Maxwell, Daniel Sousa e Job Tomé, testemunhas da mestria de Dubois e do poder expressivo do órgão, reforçando o caráter comunitário e inspirador deste festival em ascensão.

Foi uma verdadeira celebração do que de melhor existe no nosso património cultural e organístico, da tradição e da liberdade criativa do instrumento, reforçando a importância deste ex-libris na vida cultural e espiritual da nossa comunidade.

Apoio
📷.couto

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Porto
Oporto
4000

Telefone

+351916036057

Website

,https://fioms.pt/wp-content/uploads/2025/10/FIOMS2025_Programa.pdf

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