11/05/2026
Temos o prazer de partilhar a Ilustração de Lia Lapa { } que representa
'ostra feliz não faz pérola ou cápsula sobre(a)vivência'
de Ana Borges
NOVA criação
peça de dança com música ao vivo pela
VAIVÉM INSUFLÁVEL companhia satélite da corpodehoje
Apoio GDA - Fundação GDA
Co produção Cineteatro Louletano
Música original de Rosado
Participação especial:
Grupos Firmeza Batucadeiras Almancil e Batucadeiras Boa Esperança - Loulé
sinopse
A ostra, ao sentir a agressão dos elementos externos, isola-os dentro de si através da segregação de camadas
sucessivas de nácar. Não os sacode, não os expulsa, não os repele - faz deles pérolas, numa metáfora singular
de transmutação da dor em beleza sublime.
Assim se configura ainda a vivência no feminino, construída a partir das muitas imposições históricas, sociais,
culturais, de corpo e de existência. É a capacidade imposta, e tantas vezes silenciosa, de resiliência e
superação - como quem aprende a respirar debaixo de água - que passa a desenhar-se como condição que
permite permanecer de pé, num mundo que tantas vezes nos chama a encolher. Assim vamos aprendendo a
tecer pequenas cápsulas de sobrevivência: lugares internos onde a essência pode finalmente ganhar espaço e
voz e colo acontecem, por oposição aos muitos lugares exteriores, que restringem e impedem...
Esta peça nasce da pesquisa sobre as muitas formas que o corpo encontra para existir, quando por vezes
parece não haver espaço que o escute, que o veja, que o olhe mesmo... que o sinta.
A vulnerabilidade, despida da romantização constante do excesso de produtividade como forma de elevação,
abre espaço à simplicidade, à contemplação como força. E talvez seja nesse lugar, que o feminino pode
finalmente encontrar-se e expressar-se: em união, em igualdade e em equidade, sem necessidade de se
erguer contra o masculino, mas antes num caminho de mãos dadas, lado a lado, e em nome de um lugar
comum - um lugar que acolhe, que dá colo, que permite ser.
Com:
Barbara Ramos Isadora Dantas Janice Palma , Lília Parreira e Marlene Vilhena
Pia Duarte
Reflexão conjunta |
Rita Guapo Bilonda Bukasa
Ilustração | Lia Lapa { }