CINENOVA

CINENOVA Portugal Interuniversity Film Festival O CINENOVA é um espaço aberto a todos os amantes de Cinema, feito de partilha, inovação e oportunidades.

Fundado em 2019, o CINENOVA é o Primeiro e Único Festival de Cinema Interuniversitário em Portugal, feito à medida do Realizador-Estudante! Os estudantes universitários de todo o mundo podem concorrer, reinventado connosco a relação entre Cinema, Conhecimento e Universidade. Em 2020, ano da 2ª edição do Festival, mais de 800 curtas-metragens, de um total de 77 países, foram submetidas! O festival

tem lugar em Lisboa, na NOVA FCSH e é uma iniciativa do Departamento de Comunicação. É inteiramente organizado por alunos e professores universitários e apoiado pela Direção da Faculdade e pela Associação de Estudantes.

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CINENOVA is a space open to all cinema lovers, made of sharing, innovation and opportunities. Founded in 2019, CINENOVA is the First and Only Interuniversity Film Festival in Portugal, tailored to the Student-Filmmakers! University students from all over the world can apply, reinventing with us the relationship between Cinema, Knowledge and University. In 2020, year of the 2nd edition of the Festival, more than 800 short films, from a total of 77 countries, were submitted! The festival takes place in Lisbon, at NOVA FCSH and it is an initiative of the Communication Department. It is entirely organized by university students and professors and supported by the Dean's Office and the Student Association.

04/04/2025

“É no palco do passado que Valeria habita. E é logo no primeiro plano que o descobrimos, viajando por uma casa de aura sinistramente premonitória, por onde entra a personagem-título: uma empregada doméstica que também parece reconhecer algo no espaço. Instala-se o mistério, em que cada objecto parece relíquia, cada pormenor, uma pista e o som mais miúdo, o mais alto. Apesar da sensação de vinheta crescente, é um filme de delicadezas, em que o detalhe é exaltado e um grão de areia tem a capacidade de romper com o equilíbrio ténue da realidade. Neste universo onde a objetividade é esquecida, seguimos uma única personagem. E, usando espelhos como instrumentos de reflexão, simultaneamente, visual e conceptual, as deformações de cada imagem refletida revelam diferentes visões da mesma pessoa. No reflexo, descobrimos o seu potencial nostálgico – a qualidade fracturante da memória. Mas quem nos devolve o olhar é um fantasma do arrependimento, vítima da impossibilidade do retorno.” - Margarida Nabais, para o Cineblog ().

🎥 Valeria (2023, Rússia), de Olga Khoreva.

Filme exibido durante a sessão NOVA MEMORIZAÇÃO — Até ao meu regresso… da 5ª Edição do Festival CINENOVA.

01/04/2025

“Mariana, uma jovem aspirante a atriz em Lisboa. Nina, uma jovem aspirante a atriz em Moscovo. Inspirada na peça A Gaivota de Tchekhov, a curta-metragem de Carolina Dray explora o trabalho do ator e a relação deste com o texto.

O grão da imagem, a semelhança com os homemade videos em super8 e os enquadramentos elevam a cinematografia de Marc Nickl à de um cinema de autor europeu. Esta, conjugada com uma montagem equilibrada e ritmada que, acima de tudo, é coerente, ajuda a estender a escada para daí podermos subir e compreender, compenetradamente, aquilo que a realizadora tem para nos dizer: A vida e a arte estão, inevitavelmente, interligadas. O último plano – uma quebra da quarta parede na qual vemos a claquete e ouvimos um “corta” – representa muito bem isso. As barreiras entre ficção e realidade são ténues e é impreterível que os nossos problemas na vida real se reflitam em palco.

No final, como Nina, em A Gaivota, compreendeu que o importante para o artista não é o sucesso, mas a persistência e a perseverança, também Mariana o parece ter compreendido.” - Inês Moreira, para o Cineblog ().

🎥 Topic for a short film (2023, Portugal), de Carolina Dray.

Filme exibido durante a sessão NOVA OCUPAÇÃO — Dentro de ti, ó cidade da 5ª Edição do Festival CINENOVA.

31/03/2025

“Mês após mês, lua após lua. Num fluxo ininterrupto de repetições, sangramos. O que é que significa este sangue? É esta a condição necessária para ser mulher? Na escultura, na pintura, no cinema. Em estátuas e em museus, nas montras e nas paredes do metro são dispostas imagens da mulher. Mulheres despidas, desprovidas de encobrimento, apenas conviventes com a sua condição feminina, percepcionadas como objeto de contemplação e de desejo, quer seja este puro ou impuro.

O que é o sangue que sai de nós? Porque é que tem de ser escondido? Vera Barquero, em Sangro, Sangro (2022), explora de forma curiosa este movimento de encobrimento generalizado que mulheres fazem do sangue que menstruam (...)” - Catarina Gerardo, para o Cineblog ().

🎥 Sangro Sangro (2022, Portugal), de Vera Barquero.

Filme exibido durante a sessão NOVA PROVOCAÇÃO — Sangro Sangro da 5ª Edição do Festival CINENOVA.

28/03/2025

“Aniversary of the Revolution, de Dziga Vertov, é um exemplo feliz de um filme recuperado quase na sua totalidade. Deixou de ter lugar no realismo soviético dos anos 30 e, durante anos, esteve perdido entre gavetas fundas e prateleiras altas – anónimo e empoeirado. E como este, muitos outros. Em Re-discovery, acompanhamos o processo de escavação arqueológica do arquivo nacional russo de cinema, o Gosfilmofond. Aquilo que vemos é, afinal, uma ode à (re)descoberta do shelved cinema e uma meditação sobre o poder da imagem de arquivo. Porque restaurar a imagem é recuperar o que nela foi encapsulado: o tempo, a memória coletiva e o destino que se cumpriu ou ficou por cumprir.” - Maria Inês Mendes, para o Cineblog ().

🎥 Re-Discovery (2022, Rússia), de Anna Alexandrovna Danilova.

Filme exibido durante a sessão NOVA IMAGINAÇÃO — Fotografia e Verdade da 5ª Edição do Festival CINENOVA.

25/03/2025

“Num passado distante, a sangria tinha um papel preponderante nas práticas curativas da peste negra. Entre a medicina e a espiritualidade, acreditava-se que a perda de sangue conduziria à libertação dos males humanos. Sangue e cura, lado a lado. O sangue era impuro e inaugurava o caminho para a pureza. Em Quando a Terra Sangra, é a terra que sangra. Nesta tentativa alucinógena de purificação, a condenação é a única certeza. Mergulhamos numa vila entregue à peste e condenada à morte. Aqui, a imunidade poderá tornar-se uma penitência. E resta um, um apenas: condenado à vida.” - Maria Inês Mendes, para o Cineblog ().

🎥 Quando a Terra Sangra (2021, Portugal), de João Vicente Morgado.

Filme exibido durante a sessão NOVA MEMORIZAÇÃO — Até ao meu regresso… da 5ª Edição do Festival CINENOVA.

22/03/2025

“Poppy’s Saturn presenteia-nos com um universo marcadamente onírico, que nos indica, logo, o percurso paralelo da realizadora enquanto diretora de arte. É um filme de ficção experimental e musical. Dominado pelo rosa e pelo roxo, abre a porta do sonho, como se o espectador o olhasse através de um caleidoscópio.

Este sonho, no entanto, desde cedo se revela mais próximo do pesadelo. Há um tom misterioso constante, enunciado pela banda-sonora, e há figuras grotescas, piscando um olho a Only Lovers Left Alive de Jim Jarmusch, que provocam medo. Mas é sobre este tom medonho que compreendemos o filme como um hino à mulher.

Poppy, personagem principal, é uma cantora que, após ver (novamente) um homem com uma condição física particular, inicia uma viagem de processamento de um trauma passado. Nesta viagem ganha força, ou “espinhos”, e acaba por conseguir ultrapassar o trauma. Nicole Tegelaar traz-nos uma curta-metragem sobre ser mulher num mundo que é dos homens.” - Inês Moreira, para o Cineblog ().

🎥 Poppy's Saturn (2023, Bélgica), de Nicole Tegelaar.

Filme exibido durante a sessão NOVA DETERMINAÇÃO — Eufémia da 5ª Edição do Festival CINENOVA.

19/03/2025

“Pipás é um espaço privilegiado de encontro entre a pintura e o cinema. É uma história sobre violência contada num registo de profunda brutalidade. As pinceladas são vigorosas, o movimento é brusco e as figuras não têm os seus contornos definidos: são borrões negros que sangram ao som de uma guitarra. O filme serve-se do género documental e opera, simultaneamente, uma desconstrução da figuratividade. Não estamos – ainda – no domínio da abstração, mas prevalece a indefinição em torno da figura de Pista Pipás. Envolto no fumo do seu ca****bo, este assassino surge como a reminiscência de um passado sombrio, de uma lenda húngara desvanecida pelo tempo.” - Maria Inês Mendes, para o Cineblog ().

🎥 Pipás (2023, Hungria), de Lili Toth.

Filme exibido durante a sessão NOVA PROVOCAÇÃO — Sangro Sangro da 5ª Edição do Festival CINENOVA.

16/03/2025

“Tal como o título promete, Once Means Forever reproduz em menos de 5 minutos uma noite com a possibilidade fraturante de reverberar ad infinitum. A animação esquemática, de traços e silhuetas, compele-nos a preencher os espaços vazios das figuras e formas com memórias individuais. Passamos pelas inúmeras caras desfocadas que enchem os bares e discotecas das cidades, preenchidas por medos demasiado comuns e pautadas pela batida incessante da música, compasso da ansiedade. O ponto de vista em primeira pessoa impulsiona esse mesmo universo de personalização do filme, um convite a calçar os sapatos do outro, que neste caso é a perigosa realidade de ser uma mulher num mundo de homens. Uma realidade anónima, que é perpetuada sem (re)conhecimento.” - Margarida Nabais, para o Cineblog ().

🎥 Once Means Forever (2023, Polónia), de Katarzyna Bińko.

Filme exibido durante a sessão NOVA DETERMINAÇÃO — Eufémia da 5ª Edição do Festival CINENOVA.

10/03/2025

“Liminal Space: Diving Within é um baú de memórias em formato de vídeo VHS, que se abre com cuidado e carinho, numa narrativa igualmente familiar e individual. Apresentando-se como um poema audiovisual, esta curta-metragem explora a relação entre pai e filha, dor e luto, câmara e memória. Após perder o pai, Anahita embarca numa jornada de redescoberta, revendo o seu passado através da câmara do pai. Uma história sobre a transformação necessária para superar o peso da morte, e o mundo que se pode encontrar no vazio deixado pela perda.

“Give me the camera so I can film you, too!”, pede Anahita ao pai, numa das filmagens que ele lhe deixa. Assim se percebe a relação de quem vê e se deixa ver, de quem ama e se deixa amar. A memória revela o rosto de quem se quer lembrar, refletido na expressão de quem só vemos com os olhos fechados.” - Margarida Rodrigues, para o Cineblog ().

🎥 Liminal Space: Diving Within (2022, Alemanha), de Anahita Safarnejad Choobary.

Filme exibido durante a sessão NOVA MEMORIZAÇÃO — Até ao meu regresso… da 5ª Edição do Festival CINENOVA.

07/03/2025

“Para um jornalista desportivo, numa França invadida pelo Euro 2022, a competição desportiva é, subitamente, posta de lado quando recebe uma carta inesperada. Com ela, uma pen cheia de vídeos, imagens gráficas de um matadouro. Ruben, o jornalista, começa então a desenrolar o novelo desta narrativa, movido por repulsa e frustração. Aproveitando o espírito e estética do Dogma 95 — a câmara inquieta, as imagens de vigilância e a mise-en-scène contida — o filme denuncia as práticas repugnantes dos matadouros e as lágrimas de crocodilo de quem as gere.

Da alucinação à mais real imagem (atentem o olho, saberão de qual falamos), Le Chant des bêtes é um testemunho de como a imagem cinematográfica é capaz de filosofar, trazendo questões já discutidas por filósofos como Derrida, como a fronteira abismal de como vemos o “outro” (animal) neste meio humanocentrista.” - Kenia Polheim Nunes, para o Cineblog ().

🎥 Le Chant des bêtes (2023, França), de Titouan Ropert.

Filme exibido durante a sessão NOVA PROVOCAÇÃO — Sangro Sangro da 5ª Edição do Festival CINENOVA.

04/03/2025

“Gala’s Redline revela-se um exercício de compreensão. Explora a condição da menstruação e o estado vulnerável em que nos pode deixar. Estabelece, desde logo, um posicionamento na vida de alguém que sofre as piores consequências de ter de conviver com o período. E isto faz com que empatizemos com a personagem principal, Gala. Vivemos a sua experiência e somos colocados na sua pele. Sentimos a sua dor, o seu desconforto e o seu mal-estar. E no entanto, vemo-la colocar tudo isto em suspenso para que consiga desempenhar as tarefas quotidianas que lhe são exigidas mesmo assim. Talvez o exercício da respiração conjunta e o movimento de compreensão empática das pessoas ao seu redor sejam os únicos apaziguadores deste estado amargo que lhe parece interminável.” - Catarina Gerardo, para o Cineblog ().

🎥 La Regal de Gala (2023, Espanha), de Raquel Fernández Blázquez.

Filme exibido durante a sessão NOVA DETERMINAÇÃO — Eufémia da 5ª Edição do Festival CINENOVA.

Endereço

Avenida De Berna 26 C
Lisbon
1069061

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