09/03/2020
Estivemos presentes na Greve Feminista Internacional em Lisboa, com a Brigada Estudantil. Saímos à rua em defesa dos direitos de todas as mulheres, sem qualquer exclusão.
Olhamos para o feminismo de uma maneira plural, onde há espaço para mulheres trans, não-binárias, trabalhadoras do s**o, lésbicas, negras, ciganas, imigrantes e todas aquelas que se identificam como mulher.
Analisamos o feminismo interseccionalmente, ou seja, entendemos que mulheres não-brancas e não-binárias experienciam opressões redobradas. Lutamos por e com elas, pois "não seremos livres enquanto outras mulheres forem prisioneiras, mesmo que as correntes delas sejam diferentes das minhas".
Respeitamos e estamos na luta com as trabalhadoras do s**o, que apenas exigem reconhecimento e direitos. É urgente legislar o trabalho sexual, para que estas trabalhadoras possam exercer a sua profissão sem temerem pela sua vida. Lembramos “puta, precária, mas também proletária”
Gritamos por uma academia livre de machismos, uma academia onde sejamos ouvidas, uma academia que não nos invisibilize, uma academia que tome ação quando denunciamos atitudes e abusos sexistas de docentes. Por uma academia verdadeiramente nossa. Por um ensino público, gratuito, inclusivo e democrático. Por uma faculdade sem elitismos e entraves.
Enfrentamos uma crise habitacional sem precedentes. Todos os dias ouvimos notícias de despejos. Despejos de mulheres, idosas, mães, crianças. Insurgimo-nos contra as políticas que vêem a habitação como um negócio e lembramos, ao abrigo da Constituição, habitação é um direito!
Sairemos às ruas as vezes que forem necessárias, para travar o sistema capitalista que coloca os nossos corpos, as nossas carreiras e os nossos direitos à mercê do lucro!
Convocamos a próxima Brigada Estudantil para o dia 13 de Março, na Greve Climática Estudantil! ✊