20/04/2026
𝐄𝐧𝐭𝐫𝐞𝐯𝐢𝐬𝐭𝐚 𝐚 𝐋𝐮𝐢́𝐬 𝐋𝐨𝐮𝐫𝐨
Luís Alexandre Santos Louro nasceu em Lisboa, a 14 de junho de 1965, é ilustrador, desenhador de banda desenhada e fotógrafo. É hoje reconhecido como uma das figuras mais marcantes e consistentes da banda desenhada portuguesa contemporânea.
Formou se na Escola Artística António Arroio e começou a sua carreira na BD na década de 80.
A ligação de Luís Louro à cidade da Amadora, além de pessoal, tornou-se significativa na banda desenhada, através da sua participação no Amadora BD.
O autor, participou em múltiplas edições do Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora, incluindo uma retrospectiva completa “Luís Louro – Contrastes”, no Centro Nacional de Banda Desenhada e Imagem (2001-2002).
No Amadora BD 2025, houve uma exposição dedicada aos seus 40 anos de carreira, “40 anos de Louroverso. Traços de uma vida”, com mais de 50 obras originais, incluindo “Jim del Mónaco”, “O Corvo” e “Os Filhos de Baba Yaga”.
Em 2024, Luís Louro, foi distinguido com o Troféu de Honra do Amadora BD, distinção reforçada em 2025 com a atribuição do Prémio de Melhor Banda Desenhada de Autor Português, pela obra “Os Filhos de Baba Yaga”.
A 14 de novembro de 2025, foi distinguido pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, com a Comenda da Ordem do Mérito, numa cerimónia no Palácio de Belém, pelo seu contributo na 9.ª Arte.
𝐐𝐮𝐞 𝐦𝐞𝐦𝐨́𝐫𝐢𝐚𝐬 𝐠𝐮𝐚𝐫𝐝𝐚 𝐝𝐚 𝐀𝐦𝐚𝐝𝐨𝐫𝐚, 𝐞 𝐝𝐞 𝐪𝐮𝐞 𝐟𝐨𝐫𝐦𝐚 𝐞𝐧𝐪𝐮𝐚𝐧𝐭𝐨 𝐜𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞 𝐞 𝐭𝐞𝐫𝐫𝐢𝐭𝐨́𝐫𝐢𝐨 𝐜𝐮𝐥𝐭𝐮𝐫𝐚𝐥, 𝐢𝐧𝐟𝐥𝐮𝐞𝐧𝐜𝐢𝐨𝐮 𝐨 𝐬𝐞𝐮 𝐩𝐞𝐫𝐜𝐮𝐫𝐬𝐨 𝐩𝐫𝐨𝐟𝐢𝐬𝐬𝐢𝐨𝐧𝐚𝐥 𝐞 𝐩𝐞𝐬𝐬𝐨𝐚𝐥?
A Amadora é parte integrante da minha vida. Não só fui residente durante vários anos, período em que criei algumas das minhas obras mais icónicas. Na Amadora também tive com a minha mulher um colégio durante 23 anos.
Foi para a Amadora que fui construir a minha nova vida de casado, foi lá que se iniciou o período mais importante da minha vida profissional e pessoal.
𝐎 𝐅𝐞𝐬𝐭𝐢𝐯𝐚𝐥 𝐀𝐦𝐚𝐝𝐨𝐫𝐚 𝐁𝐃 𝐚𝐜𝐨𝐦𝐩𝐚𝐧𝐡𝐚-𝐨 𝐡𝐚́ 𝐥𝐨𝐧𝐠𝐨𝐬 𝐚𝐧𝐨𝐬. 𝐎 𝐪𝐮𝐞 𝐨 𝐭𝐨𝐫𝐧𝐚 𝐝𝐢𝐟𝐞𝐫𝐞𝐧𝐭𝐞 𝐝𝐞 𝐨𝐮𝐭𝐫𝐨𝐬 𝐞𝐯𝐞𝐧𝐭𝐨𝐬 𝐝𝐞 𝐁𝐃?
O Festival da Amadora é sem dúvida o evento mais importante de BD, não só pela sua longevidade ou pela sua dimensão. É o único Festival que me viu crescer como artista, uma vez que estive presente como autor convidado desde a primeira edição. O seu crescimento foi constante e o seu profissionalismo está acima de todos os outros festivais, independentemente de haver sempre espaço para melhorias, o Festival já está num patamar difícil de igualar.
𝐂𝐨𝐦𝐨 𝐯𝐞̂ 𝐨 𝐩𝐚𝐩𝐞𝐥 𝐝𝐨 𝐀𝐦𝐚𝐝𝐨𝐫𝐚 𝐁𝐃 𝐧𝐚 𝐚𝐟𝐢𝐫𝐦𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐝𝐚 𝐛𝐚𝐧𝐝𝐚 𝐝𝐞𝐬𝐞𝐧𝐡𝐚𝐝𝐚 𝐩𝐨𝐫𝐭𝐮𝐠𝐮𝐞𝐬𝐚, 𝐭𝐚𝐧𝐭𝐨 𝐚 𝐧𝐢́𝐯𝐞𝐥 𝐧𝐚𝐜𝐢𝐨𝐧𝐚𝐥 𝐜𝐨𝐦𝐨 𝐢𝐧𝐭𝐞𝐫𝐧𝐚𝐜𝐢𝐨𝐧𝐚𝐥?
O papel do Amadora BD é de extrema importância, pois é lá que a maioria dos lançamentos são feitos, é lá que se descobrem por vezes novos talentos, é onde os autores podem ter um contacto direto com os leitores, com editores, com outros autores e sobretudo com os autores estrangeiros.
É um local ideal para contactos.
𝐐𝐮𝐞 𝐜𝐨𝐧𝐬𝐞𝐥𝐡𝐨 𝐝𝐞𝐢𝐱𝐚𝐫𝐢𝐚 𝐚𝐨𝐬 𝐣𝐨𝐯𝐞𝐧𝐬 𝐚𝐮𝐭𝐨𝐫𝐞𝐬 𝐪𝐮𝐞 𝐡𝐨𝐣𝐞 𝐯𝐢𝐬𝐢𝐭𝐚𝐦 𝐨 𝐅𝐞𝐬𝐭𝐢𝐯𝐚𝐥 𝐞 𝐬𝐨𝐧𝐡𝐚𝐦 𝐬𝐞𝐠𝐮𝐢𝐫 𝐮𝐦 𝐜𝐚𝐦𝐢𝐧𝐡𝐨 𝐧𝐚 𝐁𝐃, 𝐜𝐨𝐦𝐨 𝐨 𝐪𝐮𝐞 𝐩𝐞𝐫𝐜𝐨𝐫𝐫𝐞𝐮?
Aproveitarem o Festival para conhecer gente, o meio, aprender. E sobretudo trabalhar, trabalhar! Sem trabalho e dedicação o talento de pouco ou nada serve.
𝐐𝐮𝐞 𝐢𝐦𝐩𝐨𝐫𝐭𝐚̂𝐧𝐜𝐢𝐚 𝐚𝐭𝐫𝐢𝐛𝐮𝐢 𝐚̀ 𝐁𝐞𝐝𝐞𝐭𝐞𝐜𝐚 𝐝𝐚 𝐀𝐦𝐚𝐝𝐨𝐫𝐚?
A Bedeteca da Amadora para mim veio preencher um vazio, é um local de lazer, aprendizagem, convívio e também de divulgação.
Já lá dei entrevistas, tive trabalhos expostos, fui a lançamentos, a encontros com amigos, inaugurações, etc.
Espero que se mantenha dinâmica por muitos mais anos.