EGA - Encontro de Gaiteiros de Almalaguês

EGA - Encontro de Gaiteiros de Almalaguês Evento anual que se realiza em Almalaguês.

Foi na escola de música da CANFA, com o António Freire, que o Mico pegou no cavaquinho pela primeira vez e deixou que es...
17/05/2026

Foi na escola de música da CANFA, com o António Freire, que o Mico pegou no cavaquinho pela primeira vez e deixou que esse som lhe abrisse caminho.
Da escola de música de Ançã à Academia da Universidade de Coimbra, com Amadeu Magalhães, foi construindo o seu percurso com muita aprendizagem, escuta e dedicação.

Atualmente frequenta aulas de guitarra portuguesa de Coimbra e vai trazer todo este percurso e experiência para a nossa Aula Aberta de Cavaquinho.
Queres experimentar? Junta-te a nós no dia 30, às 15h. 😉

O Freire já dispensa apresentações entre nós, não é?Professor de gaita de fole em Coimbra e região, com oficinas e traba...
16/05/2026

O Freire já dispensa apresentações entre nós, não é?
Professor de gaita de fole em Coimbra e região, com oficinas e trabalho de preservação da tradição, traz-nos conhecimento prático e a paixão pela música.

No dia 30 de maio, às 17h, vamos ter uma aula aberta na Feira de Gastronomia e Artesanato de Almalaguês e vais poder ter contacto com o instrumento.
Traz a tua curiosidade e vem vibrar connosco! 😉

Natural de Eira Pedrinha e atual morador em Almalaguês, foi na Banda Filarmónica Taveirense que o Ruben deu os primeiros...
16/05/2026

Natural de Eira Pedrinha e atual morador em Almalaguês, foi na Banda Filarmónica Taveirense que o Ruben deu os primeiros passos pela percussão e mais tarde pelo grupo Roda Viva como baterista.
Hoje marca o compasso como caixeiro no Grupo de Gaiteiros do Covão D’Almeida e junta‑se também a outras formações da região para pôr o ritmo ao serviço da tradição.

No dia 30 vai estar a dar uma Aula Aberta na Feira de Gastronomia e Artesanato de Almalaguês.
Tudo o que precisas de trazer é… a vontade de aprender. 😉

Apaixonada pelas danças tradicionais desde o Andanças de 2010, a Rafa traz-nos a dança no corpo e no sorriso. As aulas s...
16/05/2026

Apaixonada pelas danças tradicionais desde o Andanças de 2010, a Rafa traz-nos a dança no corpo e no sorriso. As aulas são um encontro de passos leves, ambiente alegre e espaço para todos: miúdos, graúdos, estrangeiros ou empresas.

Licenciada em Estudos Artísticos e com Mestrado em Educação de Adultos, ensina danças tradicionais do mundo (com foco nas portuguesas) em Coimbra e concelhos vizinhos desde 2012, enriquecendo o percurso com formações, residências e festivais.

Vens dançar connosco?
📌 31/05 | 16h30

Cantora e multi-instrumentista com formação em jazz e escola de raiz no GEFAC (Academia de Coimbra), a Vânia construiu o...
15/05/2026

Cantora e multi-instrumentista com formação em jazz e escola de raiz no GEFAC (Academia de Coimbra), a Vânia construiu o seu caminho na música tradicional e na intervenção comunitária. Tem projectos como Macadame, Pensão Flor, Rezas e Benzeduras (com César Prata), Fonte Grande e Brabta, e um percurso que passa por Fado de Coimbra e discos com música tradicional portuguesa e galega.

Distinguida em 2020 pela Direção Regional da Cultura do Centro como uma das “Mulheres na Cultura e Salvaguarda do Património Imaterial”, a Vânia fundou em 2022 o Coro das Mulheres da Fábrica (mais de 100 mulheres) e tem liderado residências, concertos e parcerias com artistas como Úxia e Crua. Foi regente do Coro da Cura da MPAGDP e continua a criar coros comunitários na região centro.

O workshop “Coro da Hora” é para quem canta bem, mal ou nunca pensou começar: numa hora aprende-se uma canção tradicional, em canto coletivo, e faz‑se uma roda de vozes que quer viajar por todo o país.

Dia 31 vem cantar connosco. Cantar junto é, por si só, um acto revolucionário. ✊

O convite está feito: junta-te a nós!Nos dias 30 e 31 de maio, a partir das 15h, a CANFA vai estar na Feira de Gastronom...
12/05/2026

O convite está feito: junta-te a nós!
Nos dias 30 e 31 de maio, a partir das 15h, a CANFA vai estar na Feira de Gastronomia e Artesanato de Almalaguês com Aulas Abertas para miúdos e graúdos.

Entre gaita de fole, caixa e bombo, danças tradicionais, coro e cavaquinho, há muito para experimentar e viver.
Traz a família, os amigos e a curiosidade! 😉

10/04/2026

As Tréculas ou Catreculas são o instrumento eleito pela Su. Vai estar pró no próximo EGA. 🥰

11/03/2026

Trabalho publicado em RRostos da Aldeia
«Licínio Maurício, o gaiteiro
Professor de Matemática, nasceu em Almalaguês e habituou-se às festas da terra, em que o “gaiteiro” – um trio de músicos composto por gaita de foles, caixa e bombo – percorria as ruas da aldeia para avisar da festa. O pai foi o primeiro gaiteiro de Almalaguês. Licínio seguiu-lhe os passos e, hoje, anda com o afilhado-sobrinho e um amigo de infância a animar as festas de rua. Eis o seu testemunho.

Gaiteiros representados na aldeia de Almalaguês
Gaiteiros representados na aldeia de Almalaguês ©Filipe Morato Gomes

“O meu objetivo é que a experiência de ser gaiteiro seja cada vez melhor”
Chamo-me Licínio Maurício, tenho 52 anos e sou filho do gaiteiro que fundou o primeiro trio aqui em Almalaguês, algures pelos anos 70 ou 80. O meu grupo, Gait’Arte, formou-se há 11 anos e, na verdade, pode dizer-se que é atualmente o grupo mais antigo da freguesia.

Não posso dizer que haja muitos ensaios entre nós. Na verdade, os ensaios fazem-se com a prática, e a prática tem-se é nas festas. O gaiteiro prepara a música e, nas festas, experimenta-se, ensaia-se ao longo do evento. Escolhem-se os momentos em que há menos pessoas e ensaia-se. Fizemos isso mais no início, acertámos algumas coisas quando começámos.

Foto antiga de gaiteiros de Almalaguês
Foto antiga de gaiteiros de Almalaguês ©DR
Foto antiga de gaiteiros de Almalaguês
Foto antiga de gaiteiros de Almalaguês ©DR
Foto antiga de gaiteiros de Almalaguês
Foto antiga de gaiteiros de Almalaguês ©DR
Os grupos de gaiteiros são requisitados sobretudo para festas. Na maioria das aldeias, as festas são no verão, mas aqui em Almalaguês a nossa festa principal é mesmo em janeiro: as festas de São Sebastião. Aqui nunca deixaram de ser no inverno.

O meu objetivo é manter a tradição e que o gaiteiro seja cada vez melhor.

Licínio Maurício
Agora as coisas mudaram muito. Havia festas que duravam sábado, domingo e segunda. Aqui ao lado havia uma festa que ia até terça e quarta. Nessa altura, lembro-me do meu pai a fazer ginástica para trocar turnos no trabalho e conseguir ir às festas. Hoje, a maioria dura um ou dois dias, normalmente ao fim de semana. Quando calha durante a semana, já é complicado por causa dos empregos. Todos temos profissões fora disto: eu sou professor de matemática na escola de Mortágua, o Fernando trabalha nas Águas de Coimbra e o meu sobrinho, que também é meu afilhado, é engenheiro químico numa cimenteira.

Grupo de Gaiteiros de Almalaguês
Grupo de Gaiteiros de Almalaguês ©Tiago Cerveira
O que faz o gaiteiro, na altura das festas, é percorrer as aldeias com a Comissão de Festas para recolher donativos. Normalmente convidam-nos para tomar um copo e comer qualquer coisa. Tanto podemos ter umas bolachitas e uma broa, como uma caçoila de chanfana à nossa espera. E assim vamos tocando, comendo e andando. Em aldeias grandes, andamos nisto de manhã à noite, e às vezes é complicado gerir a situação. Não podemos recusar, mas também não podemos beber sempre. Por isso, vamos bebendo à vez.

Comecei a tocar gaita por causa do meu pai. Com a idade, vieram as doenças, e muitos dos senhores mais velhos foram desaparecendo. Havia vários grupos sem gaiteiros. Mesmo o grupo do meu pai tinha dificuldades sempre que ele não podia ir. Como já estava ligado à música, disse-lhe que ia aprender gaita e que, quando fosse preciso, eu ia às festas sem problema.

Licínio Maurício, gaiteiro de Almalaguês
Licínio Maurício, gaiteiro de Almalaguês ©Filipe Morato Gomes
Pormenor da gaita de foles de Licínio
Pormenor da gaita de foles de Licínio ©Tiago Cerveira
Licínio Maurício, gaiteiro de Almalaguês
Licínio Maurício, gaiteiro de Almalaguês ©Tiago Cerveira
A música entrou cedo na minha vida. Em miúdo, tocava órgão na igreja. Comecei pelo piano, mas o saxofone passou a ser o meu instrumento principal. Ainda hoje toco saxofone em muitos eventos com outra formação. Na verdade, compensava mais financeiramente, mas a gaita de foles, mesmo sendo mal remunerada, permite manter a tradição. E é isso que nos anima.

A gaita de foles aprende-se tocando. Aprende-se nas festas, onde há emoção. Cheguei a tocar com o meu pai, inclusive num Encontro de Gaiteiros de Almalaguês, onde ele foi homenageado. Em casa, ele é a minha inspiração. As músicas que tocava são as que eu toco. Podia seguir outro caminho, tocar um estilo mais celta, mas ele tocava o mais tradicional e é esse o estilo que se toca aqui. Fiz questão de transcrever tudo em partitura, para que um dia, quem quiser continuar, tenha a música já feita.

Gaiteiros de Almalaguês
“Não há festa até o gaiteiro chegar” ©Tiago Cerveira
O que me motiva a continuar? Isto nem se explica. Apesar do cansaço, das corridas contra o tempo, há algo no convívio, no conhecer pessoas novas, que nos anima. E estar com este trio é um prazer.

Agora, o meu objetivo é manter a tradição e que o gaiteiro seja cada vez melhor. E é bonito quando junto estas duas vidas. Atualmente dou aulas em Miranda do Corvo, mas quando comecei fui colocado em Côja. Anos depois, estava a tocar em Barril de Alva e acabei à porta de um ex-aluno do 5.º ano. Foi emocionante vê-lo já chefe de família.

O meu sobrinho, quando começou, queria claramente ganhar uns trocos. Começou antes dos 20 anos e preocupava-se em ficar bronzeado apenas de um lado, porque o outro estava escondido pelo bombo… Mas a verdade é que o pessoal mais novo está a recuperar esta tradição, à medida que os mais velhos desaparecem.

Adega em Almalaguês
Pormenor da adega em casa de Licínio Maurício ©Filipe Morato Gomes
Grupo de Gaiteiros de Almalaguês
Convívio entre os elementos do Grupo de Gaiteiros de Almalaguês ©Filipe Morato Gomes
Grupo de Gaiteiros de Almalaguês
Convívio entre os elementos do Grupo de Gaiteiros de Almalaguês ©Filipe Morato Gomes
Isto é cíclico. Agora está na moda tocar gaita de foles. Houve tempos em que era visto como um instrumento menor. Até gozavam. O gaiteiro era muitas vezes rotulado como uma cambada de bêbados. E, antigamente, com alguma razão. Cheguei a tocar com pessoal mais velho e eles contavam que de manhã ainda tudo corria bem, mas à tarde… cadê o gaiteiro? Hoje, as comissões de festas são mais exigentes. E ainda bem.

Esta região de Coimbra sempre teve tradição de gaiteiros. Eram sempre convidados para a Queima das Fitas. Agora, estamos a recuperar uma identidade própria. As vestimentas das gaitas estão a ser feitas com tecelagem de Almalaguês. Faz todo o sentido. Ainda não tenho a minha, mas já está encomendada.»

https://www.rostosdaaldeia.pt/coimbra/almalagues/licinio-mauricio-gaiteiro-almalagues/

Hoje assinala‑se o Dia Internacional da Gaita de Fole.Que nunca nos falte fôlego para a manter viva – nos palcos, nas ru...
10/03/2026

Hoje assinala‑se o Dia Internacional da Gaita de Fole.

Que nunca nos falte fôlego para a manter viva – nos palcos, nas ruas e no coração de quem a ouve. ❤️

Endereço

Almalaguês
Almalaguez
3040

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