25/05/2024
Manter as culturas e as tradições vivas é um desígnio que não se faz por decreto. Depende da vontade, do empenho e da dedicação daqueles/as que decidem consagrar parte da sua vida a um estudo das raízes, dos seus porquês, das suas transformações em alargados contextos sociais, políticos, financeiros, e dos seus actores originais. E depende de um interesse genuíno em aprender, compreender e amplificar as razões e as vozes desses guardiães das identidades dos povos, ajudando a dignificá-las e a divulgá-las para que a sua História fique contada, mas também para que possa continuar a construir-se.
O Prémio Imaterial distingue, precisamente, personalidades que pela sua acção desempenham esse papel e nos aproximam da tradição musical como matéria viva.
O Prémio Imaterial 2024, entregue por Francisco Madelino, Presidente da Fundação INATEL e por Carlos Pinto de Sá, Presidente da Câmara Municipal de Évora, foi atribuído a Salwa Castelo-Branco.
A sua investigação no terreno tem-se centrado, em Portugal, no Egipto e em Omã, com um foco particular em política cultural, nacionalismo musical, identidade, música e media, modernidade, patrimonialização, e música e conflito. Publicou vários estudos sobre música tradicional portuguesa e participou activamente nas candidaturas do Fado e do Cante Alentejano a Património Imaterial da Humanidade.
Sem o seu trabalho, saberíamos muito menos sobre nós.
Nas palavras de Salwa Castelo-Branco, “é fundamental pensar nos patrimónios como “nossos”, dos próprios países, mas também como patrimónios mundiais, de todos os países”.
O Prémio Imaterial é uma escultura de Pedro Fazenda guardada num contentor de cortiça manufaturado por Helder Cavaca e a fita que o envolve da autoria de Isabel Cartaxo, todos artistas locais.
Informação completa sobre o Prémio Imaterial neste link: https://festivalimaterial.pt/Premio/premio_imaterial_salwa_castelo-branco
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