Rádio Faneca

Rádio Faneca Festival Rádio Faneca Um programa cuja principal ideia assenta nos recursos materiais e imaterias do território.

Rádio Faneca é um festival de cruzamentos das artes performativas, visuais e da música, que se realiza no âmbito do projeto de Regeneração Urbana do Centro Histórico de Ílhavo (RUCHI). O Festival Rádio Faneca convoca a comunidade a ser co-produtora, envolvendo-a na preparação, execução e implementação dos projetos de programação. Apresenta projetos que convocam as memórias da vivência do Centro Hi

stórico de Ílhavo (CHI), dando-lhes novos sentidos e signif**ados, procurando recontar histórias e pluralizar memórias. Um programa que apresenta projetos artísticos de envolvimento da comunidade, onde a população tem uma participação ativa na sua preparação e apresentação. Um programa que cruza elementos oriundos dos mais diversos domínios da atividade artística e cultural, numa relação permanente entre o local e o global, reunindo artistas profissionais e amadores. Um programa que tem como palco principal o CHI, cujas iniciativas contribuem simultaneamente para o conhecimento da história e da tradição e fomentam junto
da comunidade a criação de novas memórias e vivências no espaço público. O desenho da programação do Rádio Faneca está ancorado num conjunto de expressões culturais e identitárias, consideradas singulares e únicas no contexto da vida social da comunidade de Ílhavo.

O Rancho Folclórico O Arrais tem sido parceiro do Festival Rádio Faneca de várias formas nos ultimos anos. Além de terem...
03/06/2026

O Rancho Folclórico O Arrais tem sido parceiro do Festival Rádio Faneca de várias formas nos ultimos anos. Além de terem um conjunto de tecidos, roupas, acessórios e sobretudo mãozinhas que nos têm sido muito úteis nos figurinos das Histórias nos Becos dos últimos anos, têm aquela aura de avó que tem uma panela de sopinha pronta e jardineira para a gente quando andamos atrapalhados da vida e vamos lá buscar tupperwares para uma vida. Estão lá para nós. Se o Festival Rádio Faneca tivesse uma emissão tipo passadeira vermelha dos óscares, haveria muito boa gente a dizer que está vestida pelo Arrais e que já teve a Tay Sarabando a tirar-lhes as medidas. O Arrais é o nosso Versace, a nossa Ana Salazar (para não virem já com a conversa que a gente só fala nos estrangeiros), a nossa Alexandra Moura, das Histórias.

Ontem fomos meter o bedelho na prova de figurino da Nuna, que criou e interpreta uma das histórias dos becos deste ano. As Histórias dos Becos desta edição são orientadas pela atriz, dramaturga e criadora Cecília Henriques em conjunto com a Maurícia Barreira Neves, a Roxana Ionesco e a Nuna, que a gente já disse.

Todos os dias, há várias sessões das histórias para ver. Vão ao site ver as horas que não vos faz mal nenhum.

📷 Bárbara Vitória

A gente sabe que vocês já são maiores e vacinados, mas continuamos a ter esta coisa maternal de vos dizer para levarem u...
03/06/2026

A gente sabe que vocês já são maiores e vacinados, mas continuamos a ter esta coisa maternal de vos dizer para levarem um casaquinho a mais, sobretudo se f**arem para a noite, que bebam muita água, que sejam bons uns para os outros, que o Festival Rádio Faneca é um lugar que queremos que seja tão seguro e livre como o imaginamos.

Deixamos meia dúzia de dicas de coaching prá frentex, estacionamento quase todo gratuito e a meia dúzia de minutos, moda e nutrição sem julgamento, civismo com julgamento, literacia financeira, com preocupação, e sobretudo de amor, que é o que mais mexe connosco por estes dias.

Às vezes parece que vocês fazem bruxedo. Vemo-nos daqui a dois dias. Até já.

Por acaso a Inês Marques Lucas, que também vem ao Festival Rádio Faneca, tem uma cantiga em que pergunta: quantas histór...
03/06/2026

Por acaso a Inês Marques Lucas, que também vem ao Festival Rádio Faneca, tem uma cantiga em que pergunta: quantas histórias poderia um sofá contar? E uma que estes três têm para contar é esta: destas três pessoas que se foram pôr de cócaras atrás deles.

Num dia, estão em casa sossegados a pensar se o 11 de setembro terá sido mesmo real ou se foi uma coisa que os boomers inventaram para os consumir, no outro estão a tentar ser diretores artísticos da primeira produção fotográf**a enquanto banda quando nem há meia dúzia de meses nunca tinham visto as pessoas com quem estão nas fotografias.

Os encontros PRAIA são o resultado das provocações atrevidíssimas que o 23 milhas, projeto cultural do Município de Ílhavo, que organiza o Rádio Faneca, e mais meia dúzia de coisas que dão muito trabalhinho, faz a artistas inscritos na PRAIA, plataforma de inscrição de artistas ilhavenses, para se juntarem a fazer música apesar de não se conhecerem de lado nenhum e de, em grande parte das vezes, não terem, à partida, nada a ver uns com os outros.

Este ano, vemos a Luna Jacome, o Designer Tiago e a Núria Mandane, no sábado, dia 6, às 17:30, e a Luana Torrão, o Sekai e o Hugo Marques (dentro do carrinho de compras) (???), no domingo, dia 7, às 16:00, ambos no Beco das Barreirinhas, ali perto da igreja.

Para nós, que pomos o fogo e esperamos que corra tudo bem, é muito lindo ver isto começar do nada e depois ver que ninguém f**a a arder, estão a todos a dar carry. Que é como quem diz: estão a safar-se sem se zangarem e já adiantaram o trabalho todo.

📸 Pedro Mostardinha & Guilherme Salvador

Hoje, a nossa Joana (Grafonola) foi dar um longo passeio com a também nossa Ermelinda (da equipa de mediação do 23 Milha...
02/06/2026

Hoje, a nossa Joana (Grafonola) foi dar um longo passeio com a também nossa Ermelinda (da equipa de mediação do 23 Milhas) pelas casas participantes do projeto Casa Aberta para eternizarem uns amuletos que a Teresa Coutinho nos pediu muito que guardássemos. Enquanto a gente anda numa fona a tratar do merch, da sinalética, de tudo o que falta para o festival deste ano, a Joana enviou-nos estas fotografias da Élia e do João Cavaz a vestirem a camisola, metafórica e literalmente, como fazem desde sempre.

Como diz agora a canalha: farmaram muita aura com estes fits dripadíssimos. Que é como quem diz que estavam muito jeitosinhos com estes modelitos. Fora isso, estamos convencidos que amanhã já aqui metemos umas fotografias do merch deste ano, para vocês f**arem já todos impacientes.

📸 Grafonola

E o palco que faltava: o Carlos Paião, mesmo ao lado da estátua do próprio, que às vezes, de  noite, ao longe, achamos q...
02/06/2026

E o palco que faltava: o Carlos Paião, mesmo ao lado da estátua do próprio, que às vezes, de noite, ao longe, achamos que é mesmo alguém especadinho no jardim. Mas é o nosso Paião.

Este ano, este palco não só abre e fecha as noites no Jardim Henriqueta Maia na sexta e no sábado, como recebe o caos dos Expresso Transatlântico no domingo, ainda durante a tardinha. Ana Lua Caiano regressa ao festival Rádio Faneca com a sua música que junta tradição, modernidade, dança, macumbas e bordados, sintetizadores e muita palha nos figurinos, pouco floreado nas palavras sobre o país e quem nele vive. Lemos algures que é como se Zeca Afonso e Björk fossem colegas de casa e não conseguiríamos dizer melhor. Colegas de uma casa em que de vez em quando aparecem Banda do Casaco e Rosalia para jantar. As Sapatrux trazem o dj set sapatânico de Hérika Lorena e Joana Alves, nascido do encontro transatlântico de referências regionais e periféricas, mistura sáf**a de Brasil e Portugal que ocupa a pista com influências de funk, brega, pimba, afrobeat, pop e não só. Com uma identidade sonora milituda caracterizada pelo “ou baila ou racha", é ocupação sapatão e raba no chão. A gente treinou a vida toda para isto para isto, filhas.

noiserv já esteve no Rádio Faneca, mas é a primeira vez que vem para tocar em nome próprio, para apresenta o seu novo álbum “7305”, sempre esta baralhação com os números que ninguém entende, mas na verdade toda a gente adora. Como compôs muito para cinema, ainda dá uma perninha no podcast d'Os Cinéfilos que ninguém pediu, que por sua vez terminam a noite com um dj set em que escavam a música presente em filmes ou a que lá devia lá estar. É a hora de provarmos todos que sabemos mais do que a coreografia do Pulp Fiction.

Por fim, também porque é possível que o palco acabe por aí, os Expresso Transatlântico regressam ao Rádio Faneca, depois de termos f**ado todos embasbacados em 2022 com o concerto deles, quando ainda ninguém sabia bem o que esperar e eles dispararam música popular portuguesa, brasileira, africana, tudo junto, com uma guitarra portuguesa descontroladíssima. Este ano, não esperamos menos.

A Orquestra do Mar, orientada pela nossa Filipe Sambado, que interpreta António Variações de cor e salteado há meses, vo...
01/06/2026

A Orquestra do Mar, orientada pela nossa Filipe Sambado, que interpreta António Variações de cor e salteado há meses, volta a apresentar-se no Festival Rádio Faneca depois de percebermos que um espetáculo tão bonito não podia conter-se em quatro paredes e ser visto só por aquelas 500 pessoas. Somaram mais músicas ao repertório que tinham em novembro e agora fecham o Rádio Faneca, domingo, dia 7, às 19:00, no Palco Jardim, com todo Variações, amor e comunidade na voz.

Ainda antes disso, juntamo-nos a uma arruada com eles, na sexta-feira, entre a 145 Townhouse, depois de Asa Cobra, e o Palco Rádio, onde acontecerá o concerto de Rita Cortezão.

Estas fotografias são de um ensaio que aconteceu no dia 17 de maio, mas calham bem hoje porque eles voltam a esta sala e não vão parar de ensaiar até ao dia do concerto. Que saudades desta gente.

📸 Grafonola

Hoje que é dia da canalha, que são mesmo a melhor coisa do mundo, até quando só respondem com sim ou não a perguntas em ...
01/06/2026

Hoje que é dia da canalha, que são mesmo a melhor coisa do mundo, até quando só respondem com sim ou não a perguntas em entrevistas, é um bom dia para lançarmos parte da programação que é para eles e para as famílias e, vai tudo a eito, o resto que é para os adultos estourarem o dinheiro todo e assim.

No Jardim Henriqueta Maia (JHM), há muitos jogos para descobrir e experimentar, inclusive os da Almeidart - jogos e brincadeiras, uma série de jogos de madeira tradicionais para baralhar as cabeças a toda a gente. As Histórias nos Becos acontecem nos três dias do festival, em quatro becos, em quatro horários, com ponto de encontro no JHM. Em torno das histórias da sorte, da superstição, do ritual, das escolas do oculto, da estética do tarot e da mística local, foram desenhadas oito cartas por Francisco Calisto, um mocinho ilustrador de Ílhavo a quem toda a gente vai perguntar de quem é filho. Estão espalhadas por várias lojas do comércio local e uma caderneta que lhe dá sentido. Podem levantá-la no posto de informação do festival, também no JHM, e vencer um prémio final. Que não é à sorte. Este ano, voltamos ao cinema, desta vez com um ciclo de cinema com a curadoria da SUNO, «Sorte, acasos e coisas estranhas», um conjunto de curtas para a infância.

De resto, é mesmo o diabo a sete do costume: a garagem aberta, o mercadinho de trocas e vendas e o 45 rotações e imagens em parceria com a Junta de Freguesia S.Salvador; o Casa Aberta, que esgotou as inscrições em minutos (a gente avisou); e ainda os Moinhos Estrambólicos, instalação artística que vai estar na Garagem dos Vizinhos.

Não se podem queixar que não se passa nada. Horários, locais e mais informações em https://www.23milhas.pt/

Sabem aquela casita daquele cantor Bad Bunny que ninguém se cala agora com isso? A rádio do Festival Rádio Faneca é como...
30/05/2026

Sabem aquela casita daquele cantor Bad Bunny que ninguém se cala agora com isso? A rádio do Festival Rádio Faneca é como essa casita, mas ao contrário. Mas a gente cabe todas. Seja para pedir discos, conversar sobre o que se anda a fazer no festival, falar sobre amor, sobre cinema, mas também sobre fé e devoção, a canalha vem aos jogos da rádio, mas acaba a cantar funk, há concertos, a RTP Antena 3 volta a fazer a okupação que a gente respeita, ao menos ninguém se chateia e também acabamos a perrear se tiver de ser. Que a Marta Rocha não tem andado a varrer concertos para agora não trazer moves novos para a gente aprender.

Sobre os concertos deste palco: Rita Cortezão começou a tocar piano com 5 anos e escreve canções desde que se lembra. Já nos fartámos de chorar, de tristeza, amor e esperança, com o seu novo e primeiro disco: "tudo, um pouco". Inês Marques Lucas é cantora, compositora e instrumentista, queen da indie pop, queremos muito ver o seu novo disco, “Trinta”, ao vivo, quase tanto como gostamos de ver o seu cão Jorge nas redes sociais. Não desfazendo, mas cães são cães, Inês. A SUL é o nome do projeto musical de Cláudia Sul, compositora e produtora das suas canções. Em 2022, lançou o seu EP de estreia «Já Agora» e, já este ano, apertou a tecla das caps lock e lançou QUER QUER QUER com a editora Cuca Monga.

De resto, temos duas conversas, uma com o Centro de Documentação de Ílhavo, sobre fé, devoção e identidade, em que falamos sobre estas coisas e sobre as festas religiosas do Município de Ílhavo (para também não estarmos sempre a perguntar: estes foguetes são de quê?) e uma conversa que junta o Clube do Pensamento e o casal André Tecedeiro (dramaturgo e poeta) e Laura Falésia (investigadora e autora do podcast Memória Futura), para falar sobre amor, destino, identidade e recomeços a partir da frase que lhe dá título.

A rádio do Rádio Faneca emite todos os dias do festival em 103,9 FM, online e ao vivo, no Jardim Henriqueta Maia, e é conduzida por Maria Inês Santos (23 Milhas) e Marta Rocha (Antena 3).

P.S. A gente ama-te, Bad Bunny.

Outro dos encontros PRAIA que provocámos este ano foi o de Luana Torrão, Hugo Marques e Sekai, que não se conheciam, mas...
29/05/2026

Outro dos encontros PRAIA que provocámos este ano foi o de Luana Torrão, Hugo Marques e Sekai, que não se conheciam, mas agora fartam-se de trocar stickers e juras de amor pelo whatsapp. E até ao vivo.

A história é a do costume. A gente olha para a plataforma de artistas ilhavenses e pensa no que pode dar. Aqui, três artistas de contextos musicais diferentes encontram-se entre baixo, vozes e piano, misturam referências e testam limites, num processo que os desafia a encontrar um ponto comum e a criar um som único. Hugo Marques pertence à banda Tangerina não é Clementina, Sekai é cantor e produtor há 15 anos e Luana já estudou jazz em Londres, deve ter boas histórias de lá. Em princípio não têm nada em comum, por isso temos a certeza de que vai correr bem.

📸 Pedro Mostardinha

Filhos, estão abertas as inscrições para a Casa Aberta, ou seja, para irem dar colo ao Chico Salvador e a todos os outro...
28/05/2026

Filhos, estão abertas as inscrições para a Casa Aberta, ou seja, para irem dar colo ao Chico Salvador e a todos os outros animais perfeitos que há nas casas, lojas e becos das pessoas que tão generosamente vos recebem, desconhecidos (por pouco tempo), para vos dar de comer, mas também para abrir as portas a uma parte das suas vidas, que trabalharam, este ano, com a atriz, dramaturga e criadora Teresa Coutinho a partir do tema da sorte, das superstições e dos amuletos.

A nossa sorte, por exemplo, será não recebermos uma onda de revolta quando isto esgotar em minutos, como tem acontecido, e vocês f**arem danados connosco.

Engalfinhem-se aqui: https://bit.ly/casaaberta26

Endereço

Jardim Henriqueta Maia
??Lhavo

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