Rádio Faneca

Rádio Faneca Festival Rádio Faneca Um programa cuja principal ideia assenta nos recursos materiais e imaterias do território.

Rádio Faneca é um festival de cruzamentos das artes performativas, visuais e da música, que se realiza no âmbito do projeto de Regeneração Urbana do Centro Histórico de Ílhavo (RUCHI). O Festival Rádio Faneca convoca a comunidade a ser co-produtora, envolvendo-a na preparação, execução e implementação dos projetos de programação. Apresenta projetos que convocam as memórias da vivência do Centro Histórico de Ílhavo (CHI), dando-lhes novos sentidos e significados, procurando recontar histórias e pluralizar memórias. Um programa que apresenta projetos artísticos de envolvimento da comunidade, onde a população tem uma participação ativa na sua preparação e apresentação. Um programa que cruza elementos oriundos dos mais diversos domínios da atividade artística e cultural, numa relação permanente entre o local e o global, reunindo artistas profissionais e amadores. Um programa que tem como palco principal o CHI, cujas iniciativas contribuem simultaneamente para o conhecimento da história e da tradição e fomentam junto
da comunidade a criação de novas memórias e vivências no espaço público. O desenho da programação do Rádio Faneca está ancorado num conjunto de expressões culturais e identitárias, consideradas singulares e únicas no contexto da vida social da comunidade de Ílhavo.

No Festival Rádio Faneca, só este ano é que a gente inaugurou esta história de entrarmos na casa das pessoas para lhes p...
01/07/2026

No Festival Rádio Faneca, só este ano é que a gente inaugurou esta história de entrarmos na casa das pessoas para lhes plantar um artista a tocar duas ou três cantigas numa varanda. Por estas fachadas, altares, por estas portas que se abrem sempre, prontas a receber-nos nas suas rotinas muitos dias antes de tudo isto acontecer, agradecemos às famílias das casas das varandas Bagão, Calão e Dona Heduína Neves, nome de uma das varandas mais bonitas que já vimos, no largo da Igreja. E agradecemos claro, aos inicialmente apresentados como "artistas ao calhas", que nunca assim foram, mas era para que vós fossem surpresa e chegassem lá e dissessem, «ai vê lá tu, mulher que agora meteram ali a rapariguinha sozinha»: Inês Marques Lucas, noiserv e A Sul.

De resto, o que já é antigo, como prova a primeira foto, é que cada um vê o festival de onde pode e quer. E também, claro, ainda sobre varandas e alturas, há umas, sobre as cabeças dos nossos pais e outros adultos de quem gostamos muito, que duram mais do que duas ou três cantigas. E a essas, devemos aproveitá-las o mais que podemos, filhos.

Que não vos duram sempre.

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Às vezes sentimos um ventinho quentinho passar por nós e lembramo-nos deste concerto de Asa Cobra, o primeiro de todos o...
24/06/2026

Às vezes sentimos um ventinho quentinho passar por nós e lembramo-nos deste concerto de Asa Cobra, o primeiro de todos os concertos desta edição do festival Rádio Faneca, na 145 Townhouse, à beirinha da piscina, para alguns até com os pézinhos dentro dela.

Prometeram sol e muito calor para todo o país, e a nós, aqui em Ílhavo, até a alguns pingos temos tido direito. Por isso, não é à toa que deixamos este calor todo. Que é sol, revolução, manifesto e amor.

Como diria o nosso companheiro de outros mares, dancemos no mundo.

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23/06/2026

Quando dizemos que a sorte são vocês, filhos, não estamos a dizê-lo da boca para fora. O Festival Rádio Faneca acontece porque um conjunto muito generoso e despachado de pessoas se dedica a cuidar de uma comunidade, de um território e de um legado que não se imita: é falado, lembrado, vive através do presente e do futuro. E por sua vez, a comunidade e todas as pessoas que nos visitam nestes três dias, que parecem muito menos e, simultaneamente, muitos mais, cuidam uns dos outros e das memórias que levamos daqui. E trazemos no ano que vem.

A sorte é uma questão de atenção porque é preciso olhar à nossa volta para nos apercebemos de que estamos juntos, até, ou sobretudo, nas nossas diferenças. Na beleza dessa diversidade. Nesta 13ª edição celebrámos a sorte, brincando com tudo o que achamos poder exorcizar com o poder da feitiçaria, das mezinhas, da sabedoria dos nossos avós, mas sabendo que a sorte está na porta ao lado, no abraço seguinte, em quem nos leva às cavalitas, em que dança connosco até ao fim, em quem nos ouve ainda hoje com uma capa de super-herói dentro de uma música sempre que ela toca, em quem nos salva as pestanas da cara - cima ou baixo - em que nos vê quando olha pra nós.

Como dizíamos na bonita conversa que tivemos na rádio, no domingo, com o Clube do Pensamento, o André Tecedeiro e a Laura Falésia, que não aparece em imagens, mas em mil palavras: a sorte é vir ao de cima, viver à superfície, pele com pele, pisarmos este chão juntos, conhecermos o caminho porque não o percorremos sozinhos.

Ora vejam lá, sorte como esta não há, a gente confirma. Até já.

- este 📽 cheio de sorte e de amor é da Mariana Vasconcelos -

A gente nunca esquece o nosso Scolari e também sente que está num tempo em que é importante meter as bandeiras todas cá ...
17/06/2026

A gente nunca esquece o nosso Scolari e também sente que está num tempo em que é importante meter as bandeiras todas cá para fora antes que as comecem a censurar, louvado sejais Senhor. Portanto, agora que vocês estão todos agarrados ao jogo de Portugal, e que até é uma péssima altura para fazer uma publicação, mandamos logo esta ao poste.

Sobretudo para dizer que temos muitas saudades do jogo das Oito Cartas, ilustrado e pensado pelo Francisco Calisto, em que as pessoas andaram feitas em frangalhos a correr o comércio local todo à procura dos cromos para completar a caderneta que dava direito a um crachá exclusivo que se entregava na rádio, quanto a nós um troféu mais relevante que a taça do campeonato do mundo de futebol que deve ser pesadíssima, ainda por cima.

Em torno das histórias da sorte, da superstição, do ritual, das escolas do oculto, da estética do tarot e da mística local, foram desenhadas estas oito cartas, espalhadas pela Carol's, pela Tasquinha Ti Manel, pelo Café Ilhavense, pelo Oliverblend Studio, peo Campolindo, pela Florarte, pela Estilu's, pelo Atelier Fernando Portugal, pela Loja dos 300 / 350 e pela Club Nuances. Para passar o portão final, a rádio, e ganhar o crachá e o amor e os stickers do nosso Vasco, era preciso chegar à palavra escondida, que quem o é, terá encontrado facilmente: CODRES.

Que é como a gente em Ílhavo chama às pessoas que metem o bedelho em tudo, filhos. Neste caso, ainda bem que vocês meteram.

📸 a primeira e a última fotografias são de um drone atacado por rolas, pombas e domado pelo destemido Paulo Santos
📸 todas as outras são das , claro. Saudades, lindas.

Agora vamos ficar assim uma semana. Não se espantem, e nem se chateiem, pelo amor de Deus, que a gente está muito afeiço...
08/06/2026

Agora vamos ficar assim uma semana. Não se espantem, e nem se chateiem, pelo amor de Deus, que a gente está muito afeiçoada a vocês, por não respondermos.

Quando voltarmos, não só trazermos mais fotografias, como também conversamos sobre uma coisa de que agora vocês se lembraram depois do festival acabar, suma-se. Que é do merch. Mas ainda há algumas coisas, filhos. E a gente quer é que vocês as levem daqui e vão passear com elas. Deixem o dinheiro de lado, que a gente fala para a semana.

Abraços e descansem também, que vocês também andaram aí feitos tolinhos.

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Como nos confessou a Teresa Coutinho, que orientou o projeto da Casa Aberta este ano, numa mensagem que nos enviou, está...
08/06/2026

Como nos confessou a Teresa Coutinho, que orientou o projeto da Casa Aberta este ano, numa mensagem que nos enviou, está derreadinha depois de fazer quase a volta toda às casas e lojas que participaram e mesmo assim não chega. É que uma noite não chega para toda a generosidade que as pessoas que aceitam o desafio de abrir as portas das suas vidas nos dão de bandeja. E normalmente cheia de arroz doce, pataniscas, moelas, aletria, polvo e, acima de tudo, a sua intimidade.

Derreadinhos que estamos também, vamos só deixar meia dúzia de registos e poucas palavras, sabendo que dificilmente teremos suficientes.

Quando fizermos a digestão disto tudo, voltamos com mais casas, mais amor, mais mesas postas. Até lá, agradecemos a todas as pessoas que abrem os seus espaços, e ainda por cima os decoram a rigor, para receber pessoas que serão suas novas amigas. Que privilégio, filhos. Depois querem que a gente não fique lamechas.

📸 Grafonola

O Festival Rádio Faneca terminou com muito amor e uma celebração que nos importa muito: a da liberdade, da diversidade e...
08/06/2026

O Festival Rádio Faneca terminou com muito amor e uma celebração que nos importa muito: a da liberdade, da diversidade e da comunidade. A Orquestra do Mar, que junta mais de cinco dezenas de pessoas da comunidade, e a artista Filipe Sambado, juntaram-se há quase um ano para o desafio de interpretar António Variações e tornar presente a sua forma de olhar o mundo que ainda hoje seria do futuro, não nos cansamos de repeti-lo. Como não nos cansamos de repetir as suas canções.

De resto, estamos como aquela rapariguinha na penúltima fotografia desta publicação. Fomo-nos muito abaixo, filhos. É que a força de um coro leva o mundo à frente.

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Gostávamos de poder dizer algumas coisas que o Gaspar Varela disse quase no final do concerto, mas teríamos de colocar m...
08/06/2026

Gostávamos de poder dizer algumas coisas que o Gaspar Varela disse quase no final do concerto, mas teríamos de colocar muitos asteriscos nesta publicação. F**a a ideia. Entendendores entenderão e, de resto, esperamos que a canalha não tenha entendido. Ainda que seja o ensinamento que importa.

Os Expresso Transatlântico são o novo punk.

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O concerto de A Sul fechou o palco Rádio deste ano. Apresentou o seu novo disco: QUER QUER QUER, mas também cantou coisa...
08/06/2026

O concerto de A Sul fechou o palco Rádio deste ano. Apresentou o seu novo disco: QUER QUER QUER, mas também cantou coisas mais antigas. Na rádio, em conversa com a Maria Inês e a Marta, foi a pessoa que mais se entusiasmou com coisas tão simples como gomas ou flocos de neve. E no meio dessa doçura toda falámos de transformações, de luto, de vulnerabilidade. Normalizem falar da perda a comer amoras vermelhas.

Se não for para isto ser um espaço seguro, filhos, nem estamos interessados. Fiquem a saber.

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Endereço

Jardim Henriqueta Maia
??Lhavo

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