01/07/2026
No Festival Rádio Faneca, só este ano é que a gente inaugurou esta história de entrarmos na casa das pessoas para lhes plantar um artista a tocar duas ou três cantigas numa varanda. Por estas fachadas, altares, por estas portas que se abrem sempre, prontas a receber-nos nas suas rotinas muitos dias antes de tudo isto acontecer, agradecemos às famílias das casas das varandas Bagão, Calão e Dona Heduína Neves, nome de uma das varandas mais bonitas que já vimos, no largo da Igreja. E agradecemos claro, aos inicialmente apresentados como "artistas ao calhas", que nunca assim foram, mas era para que vós fossem surpresa e chegassem lá e dissessem, «ai vê lá tu, mulher que agora meteram ali a rapariguinha sozinha»: Inês Marques Lucas, noiserv e A Sul.
De resto, o que já é antigo, como prova a primeira foto, é que cada um vê o festival de onde pode e quer. E também, claro, ainda sobre varandas e alturas, há umas, sobre as cabeças dos nossos pais e outros adultos de quem gostamos muito, que duram mais do que duas ou três cantigas. E a essas, devemos aproveitá-las o mais que podemos, filhos.
Que não vos duram sempre.
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