Há quase duas décadas, reunimos milhares de pessoas para celebrar as potências negras nas artes, nos saberes e na política, com uma curadoria afrocentrada e interseccional. Desde a primeira edição, influenciamos profundamente a produção cultural brasileira. Nascemos como o primeiro festival voltado às mulheres negras do país e, desde então, colocamos no centro da programação temas urgentes: racismo, sexismo, justiça social, ancestralidade e equidade. Ampliamos horizontes e provocamos futuros. Criamos um ecossistema onde a cultura se transforma em ferramenta de articulação, e onde mulheres negras lideram com potência criativa, pensamento crítico e memória viva. Nosso compromisso é com a redistribuição simbólica e material. Geramos renda e visibilidade para artistas, intelectuais, mestras populares, comunicadoras e produtoras que, por muito tempo, foram deixadas à margem da cena cultural. O impacto é concreto: ajudamos a consolidar o 25 de Julho como marco da luta das mulheres negras no Brasil, influenciamos políticas públicas e abrimos caminhos para novas linguagens, estéticas e formatos na cultura brasileira e latino-americana.