A história do Coletivo Mixgenação se inicia com a ARTEDUVALE - Associação dos Artistas Educadores do Vale do Paraíba, fundada em Fevereiro de 2010 e que ocupou a antiga estação de trens da Central do Brasil de Pindamonhangaba. Entre inúmeras ações, a associação criou o Bloco Arteduvale, que tinha a proposta de reviver as antigas marchinhas carnavalescas circulando pelas ruas centrais da cidade e o
Tambores do Vale – espetáculo de dança e percussão que se apresentou em diversas cidades e na capital de São Paulo. Durante 4 anos esta entidade foi um marco e uma referencia para a juventude local, abrindo espaços para diversas manifestações e criações de artistas da região. Infelizmente a administração do Departamento de Cultura da cidade na época não estava preparada para lidar com um trabalho visionário e essas ações não receberam o devido apoio e ainda sofreram retaliações. Como um ato de resistência, alguns dos jovens que integravam a associação migraram para a informalidade e constituíram uma casa coletiva e assim iniciou-se a história do Coletivo Mixgenação. A partir de então, com dedicação exclusiva à produção cultural independente, o Coletivo Mixgenação organizou eventos como o SEDA – Semana do Audiovisual, que foi realizado em 2013 ocupando diferentes espaços na cidade como o museu, a área embaixo do viaduto central e as praças, totalizando um público de mais de 4.000 pessoas durante os 4 dias de festival. Foi um marco de conexão entre artistas e produtores do Vale do Paraíba, com participação de pessoas de Cruzeiro a Jacareí e que mudou o cenário da produção cultural independente da região, pois hoje é comum a participação de artistas e produtores em eventos independentes fora de sua cidade o que anteriormente ao SEDA PINDA era bem incomum. O Coletivo também realizou o Grito Rock, um festival que, como o SEDA PINDA, foi um evento de artes integradas e ofereceu 3 noites de muita música e atividades de formação na área cultural, evidenciando músicos da cidade e região. Além desses eventos o Coletivo Mixgenação com o aplicativo "hospeda cultura", trouxe à Pindamonhangaba artistas e artivistas da Argentina, Uruguai, Bolívia e Colombia, assim como bandas de São Carlos, São Paulo e companhias de teatro como a Bocaccione de Ribeirão Preto. Durante o período entre 2013 e 2014, o coletivo ainda realizou parcerias com o Mc Ralph, de Taubaté, e dois Saraus Rap aconteceram na cidade, considerados pontos de partida para que as demais cidades da região também realizem até o hoje saraus de diversos formatos. Debates, palestras, workshops e oficinas foram realizados no espaço da casa coletiva Mixgenação recebendo inclusive a visita do ex secretário de cidadania e diversidade cultural do Ministério da Cultura, Célio Turino, em outubro de 2013. Em 2014, um documentário registrou o trabalho do coletivo no curta “Somos todos marginais”, da jornalista Ludmila Castro, se referindo ao esforço dos artistas e demais envolvidos com a produção cultural independente. Em 2014 o coletivo partiu para uma formação em São Paulo junto à equipe gestora da Casa SP da rede de coletivos Fora do Eixo e Mídia Ninja, logo após essa formação decidiu implantar o projeto em Ubatuba, depois de um ano de trabalhos e projetos realizados, em 2017 foi decidido pelos integrantes o retorno à Pindamonhangaba, agora com mais experiências e tecnologias sociais na bagagem. A proposta que o Coletivo Mixgenação traz agora para a população da cidade e da região do Vale do Paraíba é ser uma Casa Coletiva de Produção Cultural, um espaço autossustentável de convivência contínua e compartilhamento de tecnologias sociais, destinado a educadores, arte/educadores, artistas e produtores culturais na elaboração de projetos, criações artísticas, circulação cultural e realização de atividades dedicadas ao público da cidade de Pindamonhangaba e região. Formação de público, tornar-se referência em formação livre e em ser um espaço colaborativo de produção cultural no Vale do Paraíba são objetivos da proposta. Uma Casa Coletiva de Produção Cultural vem de encontro às expectativas e anseios de crianças, jovens e adultos, por oferecer atividades de formação livre que, de maneira prática e dinâmica, ao mesmo tempo com fundamentação teórica, pode desenvolver projetos garantindo o protagonismo e auto realização de cada participante. A Casa Coletiva de Produção Cultural é acima de tudo um laboratório humano onde a convivência e o compartilhamento de conhecimentos e tecnologias sociais se tornam a grande matéria prima da iniciativa, pois moramos e trabalhamos juntos, sendo além de tudo um estilo de vida. Todas as atividades terão como ponto de partida a sustentabilidade e a casa estará sempre a disposição para realização de exposições, apresentações, palestras e afins sugeridas e idealizadas por artistas, educadores, arte/educadores e demais interessados da região. Com base em economia solidária, as fontes de recursos serão as prestações de serviços às empresas, instituições e escolas da região com realização de trabalhos artísticos e culturais (shows, palestras, oficinas, wokshops e saraus) e a complementações da renda será através da criação de parcerias, doações, moedas de troca e realização de eventos à preços populares. A casa foi instalada no dia 9 de Abril e apenas dez dias após, em 19 de Abril, foi iniciado o ciclo de atividades com um bate papo com a equipe da Mídia Ninja, tendo sido um encontro de mais de 50 pessoas entre artistas, ativistas, educadores e comunicadores, num debate histórico e construtivo sobre política, ativismo, cultura e comunicação. Agradecemos a presença de todos e convidamos para os próximos eventos e atividades. Equipe:
Andréa Batista – Gestão da Casa e de Projetos Culturais
Rayanne Teodoro – Comunicação
Ícaro Dendê e João Pedro – Música
Felipe Raphael – organização de eventos
Contato: 3642 2560
Endereço: Av.