Paisagem Sonora

Paisagem Sonora Em 2023, as ações culminam com a realização do V Festival Paisagem Sonora – Formação, Gestão e Difusão da Música, nos dias 20 e 21 de outubro.

O Paisagem Sonora – Programa de Promoção da Música do Recôncavo da Bahia tem como objetivo promover a valorização da diversidade musical contemporânea a partir das tradições originárias de matrizes africanas e indígenas da música. Desenvolve iniciativas de formação, qualificação profissional e difusão, gerando conhecimento sobre a Música Popular Brasileira, de modo a contribuir para a promoção do intercâmbio entre fazedores da cultura, artistas, profissionais da música e a comunidade acadêmica da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), cujo Centro de Cultura, Linguagens e Tecnologias Aplicadas (Cecult) é realizador da proposta junto à Fundação Nacional de Artes (Funarte).

Em parceria com o Ilê Axé Opô Afonjá, o Festival Paisagem Sonora teve a honra de produzir um livro e um documentário ded...
04/09/2026

Em parceria com o Ilê Axé Opô Afonjá, o Festival Paisagem Sonora teve a honra de produzir um livro e um documentário dedicados ao compartilhamento de saberes que acontece há décadas dentro de um dos terreiros mais tradicionais da Bahia. Mais uma publicação do Selo Anjo Negro, que celebra a arte, a cultura e as tradições afro-brasileiras.

O projeto, realizado por Danillo Barata, reconhece o que se intitula de Pedagogia da Ancestralidade, uma forma de transmitir e cultivar os conhecimentos associados à fé e ao candomblé que é preservada por lideranças femininas, geração após geração.

Fundado por Mãe Aninha em 1910, o Ilê Axé Opô Afonjá está atualmente sob a atenção de Mãe Ana de Xangô, sua sexta ialorixá, cuja trajetória pedagógica é apresentada no livro, publicado em 2025. A obra nasce no ano do centenário de Mãe Stella de Oxóssi, quinta liderança da casa, que teve sua história destacada em mais detalhes no documentário.

As duas produções foram viabilizadas pela PROEXC/UFRB, com apoio da Fundação Palmares e do Ministério da Cultura. E fazem parte do esforço do Festival de apoiar iniciativas educacionais dedicadas à cultura, especialmente no estado da Bahia.

O Olodum lançou hoje, duas publicações digitais que reafirmam a música, a memória e a educação como territórios de resis...
27/05/2026

O Olodum lançou hoje, duas publicações digitais que reafirmam a música, a memória e a educação como territórios de resistência e produção de conhecimento afro-brasileiro: Olodum: História e Cultura Afro-Brasileiras em 30 Músicas e Tambook: Partituras da Escola Olodum. Os dois livros podem ser baixados gratuitamente no site do Olodum () e também na página de Publicações em nosso site, já que o Festival é parceiro do Olodum nesta iniciativa.

O livro Olodum: História e Cultura Afro-Brasileiras em 30 Músicas, reúne composições selecionadas por sua potência estética, política e pedagógica, articulando temas como ancestralidade, resistência negra, diáspora africana e memória cultural brasileira. Já Tambook: Partituras da Escola Olodum apresenta uma seleção de partituras e arranjos desenvolvidos no contexto da Escola Olodum, transformando a prática musical em memória escrita e ferramenta formativa.

Ambas as publicações foram coordenadas pela conselheira pedagógica do Olodum, Mara Felipe. “O 25 de maio possui uma força política, histórica e afetiva muito coerente com o espírito dessas publicações, que ampliam o acesso de educadores, estudantes, músicos e pesquisadores a conteúdos fundamentais para a formação e a valorização da cultura afro-brasileira”, afirma Mara.

Para Danillo Barata, coordenador do Festival e Pró-Reitor de Extensão e Cultura da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (PROEXC/UFRB), a ação reforça “a importância dessas publicações como ferramentas pedagógicas para a implementação da Lei 10.639/03, fortalecendo práticas educativas interétnicas em todo o país”.

O Projeto Paisagem Sonora é uma iniciativa da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura () da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (), por meio de seu projeto de ações formativas Organizações da Resistência: Música e Educação. A parceria conta ainda com a , vinculada ao Ministério da Cultura (), e com a Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (SECADI), do Ministério da Educação.

Ontem foi um daqueles encontros em que livro, memória, arte e ancestralidade ocuparam o mesmo espaço. O lançamento de Al...
24/05/2026

Ontem foi um daqueles encontros em que livro, memória, arte e ancestralidade ocuparam o mesmo espaço. O lançamento de Alberto Pitta: Fúnfún Dúdú, no Museu Afro Brasil Emanoel Araujo, em São Paulo, integrou a programação da exposição Um Xirê para Emanoel e as atividades do Festival AKWAABA, reunindo amigos, artistas, pesquisadores e pessoas atravessadas pela força da obra de Alberto Pitta.

Fúnfún Dúdú apresenta o coração de uma trajetória que transformou tecido em linguagem, desfile em rito e cidade em espaço de leitura. Trata-se de um arquivo vivo de uma obra em movimento. Ao reunir panos, processos, memórias e ensaios, a publicação revela uma prática que costura histórias, cerze identidades e reafirma a potência da arte como gesto coletivo.

“Não se trata de explicar imagens, mas de habitá-las.”

Há décadas, Alberto Pitta faz do pano uma escrita viva, atravessada por axé, pela estética dos blocos afro, pelos terreiros, pelas ruas e pela invenção contínua de outras formas de imaginar o mundo. Sua obra retorna sempre ao corpo e à cidade como presença, memória e criação.

A publicação integra as ações do Selo Editorial Anjo Negro, vinculado à Pró-Reitoria de Extensão e Cultura da UFRB (PROEXC/UFRB), em realização do Festival Paisagem Sonora e apoio financeiro da SECADI/MEC.

Lançamento | Alberto Pitta: Fúnfún DúdúNo dia 23 de maio, às 15h, o Museu Afro Brasil Emanoel Araujo, em São Paulo, rece...
19/05/2026

Lançamento | Alberto Pitta: Fúnfún Dúdú

No dia 23 de maio, às 15h, o Museu Afro Brasil Emanoel Araujo, em São Paulo, recebe o lançamento do livro Alberto Pitta: Fúnfún Dúdú, como parte da programação da exposição “Um Xirê para Emanoel” e das atividades do Festival AKWAABA, realizado pela Fundação Cultural Palmares.

A publicação apresenta o coração de uma obra que transformou tecido em linguagem, desfile em rito e cidade em sala de leitura. Ao reunir décadas de criação, o livro reafirma Alberto Pitta como um artista fundamental da visualidade afro-brasileira, capaz de fazer do pano uma escrita viva, marcada por axé, coletividade e trânsito entre ateliê, terreiro e avenida.

Em Fúnfún Dúdú, branco e preto, a poética de Pitta revela sua força cromática, simbólica e espiritual. Seus grafismos, estampas e composições convocam ferramentas de orixás, búzios, geometrias, frases-poema e memórias urbanas, construindo aquilo que podemos compreender como um verdadeiro sambaqui visual: um arquivo sensível, acumulado por camadas de vida, ancestralidade, festa, política e invenção.

O livro também percorre a ecologia cultural em que sua obra se forjou, em diálogo com blocos afro, afoxés, terreiros, cortejos e experiências fundamentais da cultura negra baiana. Nessa paisagem, o Cortejo Afro, fundado em 2 de julho de 1998, ocupa lugar decisivo ao reinventar o vocabulário visual do carnaval negro de Salvador, articulando tradição e contemporaneidade em permanente tensão criadora.

Alberto Pitta: Fúnfún Dúdú é um livro-arquivo de uma obra em movimento. Ele nos convida a compreender o vestir como enunciação, o cortejo como aula pública e a rua como instituição estética, política e pedagógica.

A publicação é uma iniciativa do Selo Editorial Anjo Negro, vinculado à Pró-Reitoria de Extensão e Cultura da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), com o apoio do Festival Paisagem Sonora e apoio financeiro da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi/MEC).

Ontem foi dia de chegada dos presentes de Iemanjá e Oxum ao barracão do Bembé do Mercado. Um momento de profunda beleza,...
17/05/2026

Ontem foi dia de chegada dos presentes de Iemanjá e Oxum ao barracão do Bembé do Mercado. Um momento de profunda beleza, fé e encontro, que mobiliza memórias, afetos e ancestralidades que atravessam gerações no Recôncavo Baiano.

No contexto do Bembé do Mercado, cada gesto carrega um sentido que ultrapassa a dimensão ritual. A chegada dos presentes é também expressão de gratidão, celebração da vida e reafirmação dos vínculos entre comunidade, território e espiritualidade. São águas que carregam histórias, pedidos, esperanças e a permanência de uma herança cultural construída pela força e resistência do povo negro.

Desde 1889, o Bembé do Mercado constitui um espaço de celebração e afirmação coletiva, reunindo saberes, religiosidades e modos de existir que permanecem vivos na memória e na experiência cotidiana dos terreiros e das comunidades do Recôncavo.

Celebrar esses momentos também é reconhecer que patrimônio não é apenas aquilo que se preserva em documentos ou registros oficiais. Patrimônio é aquilo que continua pulsando, sendo vivido, compartilhado e transmitido.

📖 Conheça mais sobre essa história por meio do Dossiê Bembé do Mercado, publicado pelo Selo Anjo Negro da PROEXC/UFRB.

➡️ Acesse o link da bio e faça o download.

A publicação do Dossiê Bembé do Mercado contou com apoio financeiro da SECADI/MEC, da Fundação Cultural Palmares e do IPHAN, fortalecendo ações de salvaguarda, memória e valorização das culturas afro-brasileiras.

"O Bembé do Mercado é a nossa liberdade posta em praça pública."Manifestação cultural e religiosa centenária na cidade d...
13/05/2026

"O Bembé do Mercado é a nossa liberdade posta em praça pública."

Manifestação cultural e religiosa centenária na cidade de Santo Amaro, no Recôncavo Baiano, o Bembé do Mercado é patrimônio histórico imaterial do Brasil.

Para os terreiros do Recôncavo, o Bembé do Mercado é um encontro sagrado e ancestral desde 1889, após um ano da abolição da escravidão no Brasil. É o momento em que nos reunimos para saudar a ancestralidade, agradecer aos orixás e reafirmar o protagonismo histórico de João de Obá, homem negro e babalorixá, escolhido pelos orixás para articular os terreiros e celebrar o fim da escravidão. Essa atitude, há 136 anos, já demonstrava o ímpeto de coragem, ousadia e profunda consciência política e afirmativa do povo negro do Recôncavo da Bahia.

O reconhecimento do Bembé do Mercado como Patrimônio Histórico Imaterial é fundamental para as lutas políticas do povo de santo porque, antes de ser celebração, o Bembé é testemunho vivo da nossa sobrevivência. Quando o Bembé do Mercado foi reconhecido primeiro como patrimônio de Santo Amaro, depois da Bahia e, por fim, do Brasil, não foi apenas a celebração que ganhou um título. Foi o povo de santo que conquistou um direito histórico.

Celebrando o Bembé do Mercado, convidamos vocês a conhecer o Dossiê de Registro "Bembé do Mercado". Esse documento foi originalmente elaborado com o propósito de subsidiar o pedido de registro do Bembé como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil, no âmbito do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).

O processo culminou em sua aprovação por unanimidade no Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, em 13 de junho de 2019.

➡️ Clique no link da bio, acesse nosso site e faça o download do livro.

📷 As imagens que ilustram este carrossel são da fotógrafa Zeza Maria.

A publicação do Dossiê "Bembé do Mercado" foi viabilizada com o apoio financeiro da SECADI-MEC / Fundação Cultural Palmares / IPHAN.

Na última terça-feira, na Senzala do Barro Preto, sede do Ilê Aiyê, realizamos o encerramento da primeira edição do prog...
09/04/2026

Na última terça-feira, na Senzala do Barro Preto, sede do Ilê Aiyê, realizamos o encerramento da primeira edição do programa Música e Educação para as Organizações da Resistência, em uma manhã marcada pela presença dos estudantes da Escola Mãe Hilda Jitolu e pela força de uma experiência formativa enraizada na cultura, na memória e na afirmação da identidade negra.

O encontro celebrou a conclusão desta primeira etapa e também anunciou a continuidade do projeto em 2026, com a renovação da parceria entre a PROEXC/UFRB, Secadi/MEC, o Ilê Aiyê, o Instituto da Mulher Negra Mãe Hilda Jitolu, o Olodum e a Casa da Ponte.

Esta ação também reafirma a importância da parceria entre a PROEXC/UFRB e a SECADI/MEC, fundamental para a sustentação institucional e para a viabilização financeira de iniciativas que reconhecem as organizações da resistência negra como territórios de formação, produção de conhecimento e transformação social.

Na parte da tarde, tivemos ainda o memorável lançamento de Cantos de Ancestralidade: Antologia Musical do Ilê Aiyê, obra organizada por Valéria Lima, que se inscreve como arquivo vivo da memória, da educação e da resistência afro-brasileira.

Seguimos fortalecendo a música, a educação e a cultura como campos estratégicos de resistência, formação cidadã e construção de futuros.

Lançamento | Cantos de Ancestralidade: Antologia Musical do Ilê AiyêO Instituto da Mulher Negra Mãe Hilda Jitolu e a Pró...
28/03/2026

Lançamento | Cantos de Ancestralidade: Antologia Musical do Ilê Aiyê

O Instituto da Mulher Negra Mãe Hilda Jitolu e a Pró-Reitoria de Extensão e Cultura da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia convidam para o lançamento de uma obra que se inscreve como arquivo vivo da memória, da educação e da resistência afro-brasileira.
Cantos de Ancestralidade: Antologia Musical do Ilê Aiyê, organizada por Valéria Lima, reúne composições que atravessam décadas e consolidam a música como linguagem pedagógica, histórica e política no contexto das organizações negras no Brasil.
A publicação integra o projeto Música e Educação para as Organizações da Resistência, desenvolvido pela UFRB, por meio da PROEXC e do Selo Editorial Anjo Negro, em parceria com a Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão do Ministério da Educação. A iniciativa reconhece as organizações culturais negras como territórios fundamentais de produção de conhecimento, formação cidadã e elaboração de pedagogias próprias.
Ao reunir as músicas-tema do Ilê Aiyê, fundado em 1974 no Curuzu, a obra evidencia o papel central do bloco como projeto estético, político e educativo, que transforma o carnaval em espaço de construção da memória da diáspora africana e de afirmação da identidade negra no Brasil.
Destaca-se também a atuação do Instituto da Mulher Negra Mãe Hilda Jitolu, cuja trajetória se constitui a partir do legado de Mãe Hilda Jitolu, afirmando-se como espaço de formação, fortalecimento das mulheres negras e promoção de práticas educativas e culturais enraizadas na ancestralidade.

Esta antologia constitui um instrumento pedagógico e político, alinhado às diretrizes da Lei 10.639/2003, contribuindo para a ampliação das políticas de educação étnico-racial e para a valorização das epistemologias afro-brasileiras.

📍 Lançamento
🗓 07 de abril
🕑 14h
📌 Senzala do Barro Preto – Curuzu, Salvador

Realização: Instituto da Mulher Negra Mãe Hilda Jitolu | Ilê Aiyê
PROEXC/UFRB | Selo Editorial Anjo Negro | SECADI/MEC

O Selo Editorial Anjo Negro, da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), em parceria com a Fundação Cultural P...
14/03/2026

O Selo Editorial Anjo Negro, da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), em parceria com a Fundação Cultural Palmares, dá início a mais uma iniciativa dedicada à memória e difusão das organizações históricas da resistência negra no Brasil. Neste ano, será elaborado um livro dedicado à trajetória da Sociedade Protetora dos Desvalidos (SPD), instituição fundada em 1832, na Bahia, reconhecida como a mais antiga associação negra regulamentada em funcionamento no país.

Criada por homens negros livres, libertos e escravizados, a SPD nasceu como um poderoso gesto de solidariedade e luta coletiva em um período marcado pela escravidão. A organização reunia recursos para comprar alforrias e oferecer suporte jurídico e social à população negra, tornando-se um instrumento fundamental de autodeterminação e liberdade.

Ontem, o Pró-Reitor de Extensão e Cultura da UFRB, Prof. Danillo Barata, esteve em encontro com a presidente da SPD, Dona Lígia Gomes, ocasião em que foram entregues publicações do Selo Editorial Anjo Negro e iniciadas as articulações para o desenvolvimento da obra.

A previsão é que o livro seja publicado em dezembro deste ano. Compartilharemos aqui os próximos passos desse trabalho, que reafirma o compromisso da universidade com a preservação das memórias e das histórias da resistência negra no Brasil.

Endereço

Salvador, BA

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