11/04/2017
O Ativista Negro
Foi em 1968 em Nova York que o US Open conheceu Arthur Ashe. Afrodescendente e consciente do contexto em que o mundo vivia, além da incrível e bem sucedida carreira dentro das quadras, ele se envolveu na luta contra o racismo e pela conscientização da Aids.
Um ano após ter ganhado o US Open, ao solicitar o visto para jogar um torneio na África do Sul, seu pedido foi negado por conta da política do apertheid adotada pelo país. Após diversas tentativas, Ashe lutou para que os EUA fizessem sanções ao Governo racista e que o país fosse banido da ITF e ATP. Em 1985 contudo, foi preso por protestar em frente a embaixada da África do Sul, em Washington, durante uma manifestação antiapertheid.
Em 1988 descobriu que teria contraído Aids após uma transfusão de sangue e a partir dai, liderou campanhas de conscientização de prevenção e iniciou a luta contra o preconceito em torno da doença, onde na época se acreditava que poderiam contrair o vírus somente homossexuais e viciados em drogas injetáveis.
Arthur Ashe
Maior estádio construído para a prática do tênis no mundo, estádio principal do US Open, o Arthur Ashe Stadium é um dos principais palcos do tênis mundial.
Primeiro e único negro a ganhar US Open, Wimbledon e Australian Open, Ashe chegou a número 1 do mundo em 1975.
Morreu em 1993 com 49 anos, por conta de uma pneumonia relacionada a Aids. Postumamente, recebeu do então presidente dos EUA Bill Clinton a Medalha Presidencial da Liberdade, maior honraria civil no país.