08/05/2026
Nasci e me criei no Paraná. Aos 19 anos, migrei para São Paulo, ainda muito novo, querendo conhecer o mundo. E, de fato, conheci não o mundo inteiro, mas cerca de 80% do que há de moderno no nosso país, o Brasil.
Morei na capital paulista por 22 anos e conquistei muitas coisas, principalmente minha família.
Me casei com uma canindeense e, após 15 anos de casado, vim morar em Canindé, no Ceará. Não me arrependo, mas confesso que me sinto mal com muitas atitudes que vejo algumas pessoas praticarem sem ter noção das consequências para a vida e para a natureza.
A lei da vida é simples: quando você mata aos poucos, um dia também morrerá aos poucos.
Nos estados por onde passei, era proibido cortar árvores sem autorização. Não é à toa que são estados mais ricos, com mais desenvolvimento, natureza preservada e melhor qualidade de vida.
Já aqui no Ceará, vejo muitas pessoas desmatando simplesmente pelo desejo de ter uma visão mais aberta do terreno ou da casa. Árvores lindas, cheias de vida, são cortadas sem necessidade, destruindo a natureza.
E a natureza cobra. Quando ela cobra, todos pagam caro. Talvez um dos motivos de tantas dificuldades enfrentadas pelo estado esteja justamente no desmatamento e na falta de consciência ambiental. E quem sabe quantos outros fatores também contribuem para isso.
Preservar a natureza não é luxo, é sobrevivência.
Um 1% da minha história e para o poder público refletir quando for desmatar e entende que quando vc mata, vc também morre