22/04/2026
Estudo do Instituto Brasileiro de Mineração mostra alta no faturamento, nos tributos e no emprego, em meio a incertezas regulatórias que afetam ouro, minerais críticos e competitividade do setor.
No primeiro trimestre de 2026, a indústria mineral brasileira correspondeu a US$ 9,29 bilhões do saldo da balança comercial do país, o equivalente a 66% do superávit brasileiro no período, de US$ 14,17 bilhões. No mesmo intervalo, o setor registrou faturamento de R$ 77,9 bilhões, alta de 6% sobre o primeiro trimestre de 2025, arrecadou R$ 26,9 bilhões em tributos e taxas, com avanço de 5,5%, e alcançou 230.011 empregos diretos em fevereiro, segundo o Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged).
Os dados constam de levantamento do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), divulgado em 15 de abril de 2026, pelo diretor-presidente Pablo Cesário. O estudo mostra ainda exportações minerais de US$ 11,4 bilhões, com crescimento de 21,5%, e de 87,9 milhões de toneladas, alta de 0,9%. As importações minerais somaram US$ 2,1 bilhões, avanço de 29%, e 10 milhões de toneladas, alta de 15,1%. O IBRAM estima ainda US$ 76,9 bilhões em investimentos no setor entre 2026 e 2030, o maior valor da série histórica iniciada no ciclo 2014-2018, quando a previsão era de US$ 53,6 bilhões. Do total de US$ 76,9 bilhões, US$ 21,3 bilhões estão previstos para minerais críticos até 2030.
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*Fonte: Carta Mineral