Festa da Música Tupiniquim – um abraço musical
Da necessidade de comida caseira em terra de enlatados nasceu a Festa da Música Tupiniquim. Aos que batiam o pé e clamavam por uma 'des-Miami-zação' do bairro, a Tupiniquim caiu como uma luva. Ou como um abraço musical, como os organizadores a costumam chamar. A ideia de uma festa que proporcionasse aos ouvidos presentes apenas música brasileira não
é nova, começou na Zona Sul do Rio e serviu de inspiração para a Tupi. O que difere esta daquelas é o local onde cravou-se a bandeira verde amarela. Enquanto carros embriagados voavam pelas Américas, pagode, hip-hop, funk e música eletrônica eram os pratos principais de um cardápio americanizado, configurado na Barra pela indústria da noite que dominou os quatro cantos do lugar. 'Um bairro reto, sem swing', cochicham em Botafogo. O objetivo é mudar esse quadro. Seu repertório passeia entre o fino dançante da MPB, trazendo o que se pula de Jorge Ben, Tim Maia, Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Rita Lee, Los Hermanos, Novos Baianos, entre muitos outros. A Tupiniquim ganhou asas e hoje mobiliza centenas de jovens não só na Barra, mas nas festas que faz na zona sul do Rio, Lapa e até em Belém do Pará. Circo Voador, Centro Cultural do Cordão do Bola Preta, Clube dos Democráticos, todos na Lapa, e Espaço Mormaço, na capital paraense, já foram palco dessa mistura dançante do que temos de melhor na música brasileira. Outra característica que marca a Tupi e cativa seus seguidores é a sensatez na hora de coçar a carteira, contrariando a maré na Barra da Tijuca. A entrada é uma pechincha, a cerveja é barata, e não há um mínimo de consumação. O clima leve abraça o público, que dança, pula e vibra até altas horas em descontração sincera. Tupiniquim Produções -
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