O grupo Racha Coco explora a diversidade do forró e dos diversos gêneros que se agregam ao seu redor: xote, xaxado, baião, côco de roda, rastapé, brega e até mesmo o samba! Com a pegada dos forrós pédeserra, o grupo apresenta um repertório surpreendente, mesclando músicas de suas maiores referências Luís Gonzaga, Dominguinhos, Jackson do Pandeiro e João do Vale à um trabalho de pesquisa no v
asto manancial da música popular brasileira. O quarteto de sanfona, zabumba, triângulo e percussão também se desdobra em flauta, pífano e outras surpresas, enriquecendo ainda mais a festa. Racha Coco é o encontro do sudeste com o nordeste, é forró de todo o Brasil! A banda se formou no início do ano de 2016 a partir do encontro de amigos que vêm
compartilhando experiências e tocando juntos a pelo menos dez anos. Em suas trajetórias,
colaboraram para o surgimento e fortalecimento de grupos que desde o início do século vêm transformando o fértil cenário musical do Rio de Janeiro, cidade onde nasceram e atualmente vivem. Inicia seus
estudos no Rio de Janeiro e passa uma década trabalhando na Europa, participando de uma
companhia de músicos de diversas nacionalidades reunidos na França. Amigo de Severo do Acordeon (falecido em 2015 e último sanfoneiro que acompanhou Jackson do Pandeiro), Marchevsky é quem comanda o fole no grupo Baião de Corda. Entre outros trabalhos que vem realizando destacam-se o premiado musical “Gonzagão A Lenda” e seu grupo “Urubu”, de composições próprias. Na voz, triângulo e flauta, Bala Bala (André Renaud), que também é compositor, traz sua
contribuição para o grupo por sua significativa vivência no meio da música popular na cidade do Rio de Janeiro. Integrante do Rio Maracatu desde 1998, recebe forte influência da cultura
nordestina a partir de seu envolvimento com os cantos, danças e ritmos desta região do país. Também participou do grupo Céu na Terra logo nos primórdios de sua formação. É artista
plástico com relevante produção em arte contemporânea desde 2005. Dudu Lacerda é antropólogo (UFRJ), músico e arteeducador. Vem pesquisando e difundindo ritmos populares brasileiros a 15 anos. Compositor, co-fundador do coletivo cultural
Etnohaus, integrante da banda Mohandas e do Céu na Terra, já atuou também em grupos como Rio Maracatu e Noites do Norte. É ainda percussionista de vários blocos do carnaval carioca. Pedro Rondon, além de violonista e baixista de formação pelo Conservatório Brasileiro
de Música (CBM/CEURJ), desenvolve estudo percussivo em ritmos populares brasileiros,
especialmente os toques africanos herdados do Candomblé. Co-fundador do coletivo cultural
Etnohaus, é integrante dos grupos Maracutaia e Mohandas, entre outros.