28/07/2026
O II Festival Ounje Mimo terminou, mas sua energia permanece pulsando entre nós. Permanece nos abraços, nos sorrisos compartilhados, nas conversas que nasceram entre pessoas que talvez nunca tivessem se encontrado e que, por algumas horas, dividiram o mesmo chão, o mesmo alimento, a mesma música e o mesmo desejo de celebrar a vida.Nossa profunda gratidão a cada pessoa que fez parte deste encontro. Aos visitantes, artistas, escritoras e escritores, cantoras, músicos, artesãos e artesãs, amigos e amigas. Àqueles que chegaram para prestigiar e também aos que, silenciosamente, ajudaram a montar, organizar, divulgar, carregar, acolher, servir, incentivar e sonhar junto conosco. O Ounje Mimo existe porque muitas mãos acreditam que construir coletivamente ainda é um dos gestos mais bonitos de resistência.Celebramos também a potência da diversidade. Em nosso espaço se encontraram saberes, histórias e tradições da cultura afro-brasileira, cigana e colombiana, reafirmando que as diferenças ampliam nossos horizontes e nos lembram que toda cultura floresce quando encontra outra disposta ao diálogo. Nesta edição, rendemos homenagem às mulheres pretas, caribenhas e latino-americanas, mulheres que abriram caminhos e seguem nos ensinando que existir também é um ato de coragem. Elas estiveram presentes nas mulheres que ocuparam o espaço com sua arte, sua voz, sua alegria e sua ancestralidade. Elas floresceram nas fotografias que compuseram nosso grande mural, nas imagens espalhadas no dendezeiro, nas páginas da literatura escolhida para os poemas e textos declamados, nas músicas que embalaram nossos encontros, nos quadros, frases e estampas criadas pelas mãos talentosas de artesãs e artesãos.O II Festival Ounje Mimo foi mais do que uma programação cultural. Foi um território de memória, afeto, resistência e pertencimento. Seguimos acreditando que cada encontro é uma semente. Algumas germinam imediatamente; outras levam tempo.Que a alegria compartilhada nesses dias continue nos acompanhando e que possamos nos reencontrar muitas outras vezes, celebrando a cultura, a diversidade, a ancestralidade e, acima de tudo, a força de estarmos juntos.Nosso carinho, respeito e eterna gratidão