Festival de Jazz Manouche de Piracicaba

Festival de Jazz Manouche de Piracicaba 19 e 20/10/2023
9. Festival de Jazz Cigano em Piracicaba/SP O movimento no Brasil logo começou a chamar a atenção também no exterior, e na 2a. edição.

FESTIVAL DE JAZZ MANOUCHE em PIRACICABA
O recente fervor na cena jazzística nacional em torno do estilo criado pelo virtuoso Django Reinhardt nos anos 30 tomou conta de Piracicaba de forma permanente. A cidade foi batizada pela revista guitar player, em artigo publicado no ano passado, como a capital do jazz manouche no Brasil. Quando, em 2010, comemorou-se por todo mundo o centenário de nasciment

o do gênio cigano, somente Piracicaba realizou um evento similar no Brasil “100 anos de Django Reinhardt”, no Teatro Dr. Losso Neto). Na ocasião, encontraram-se, pela primeira vez, praticantes desse estilo particular de swing para celebrar a música do mestre com concertos e jams – este foi o embrião de um movimento que tem dado passos gigantescos a cada ano, com o surgimento de novos grupos praticantes do estilo em todo país e a realização de festivais dedicados ao gênero. O Festival de Jazz Manouche de Piracicava teve sua primeira edição em 2013 e foi concebido pelo juiz de direito José Fernando Seifarth de Freitas, um apaixonado pelo jazz cigano e que abraça a música como hobby. O festival se alastrou para Campinas e chegou à capital, quando o Bourbon Street Music Club sediou a primeira edição paulistana do festival. Até então, podia-se dizer que havia poucos grupos ativos dedicados ao estilo do jazz manouche no nosso país – de lá pra cá, já há pelo menos mais de uma dúzia de diferentes formações associadas à essa linguagem musical tão característica, contagiando a cena musical com a batida dançante e nostálgica dos violões ciganos acompanhados pela marcação do contrabaixo e pelos improvisos energéticos do violino e acordeom. edição do festival de jazz manouche de Piracicaba, realizada em 2014, houve a presença de artistas de primeiro escalão internacional no gênero, como Richard Smith (Reino Unido) e Dario Napoli (Itália), estabelecendo parcerias e intercâmbios com os expoentes nacionais do estilo. Depois disso, se apresentaram, nos anos seguintes, os artistas estrangeiros Paul Mehling (EUA), Robin Nolan (Holanda), Tcha Badjo (Canada), Jon Larsen (Noruega), Eva Scholten e Irene Ypenburg (Holanda), Walter Coronda (Argentina), Rudolf Bado (Eslováquia/Irlanda), Ricardo Pellican, Federico Felix e Fran Seglie (Argentina), Los Temibles Sandovales (Chile), Sebastian Abuter (Chile), Merender Swing (Colômbia), Bjarke Lundi (Equador), Smoke Rings (México), Nuno Marinho (Portugal) e Marian Yanchyck (Portugal/Ucrânia). Os artistas brasileiros que durante todos estes anos se apresentaram no festival foram Hot Jazz Club (Campinas), Três Tigres Tristes (São Paulo), Jazz Cigano Quinteto (Curitiba), Hot Club do Brasil (São Paulo), Bina Coquet (São Paulo), Florian Cristea (São Paulo), Mauro Albert quarteto (Florianópolis), Felipe Coelho (Florianópolis), Roda Romani (Rio de Janeiro), Sandro Haick (São Paulo), Edu Gallian (Valinhos), Marcelo Modesto (Campinas), Edu Belloni (Piracicaba), Flavio Nunes (São Paulo), Vinícius Araújo (Curitiba), Seo Manouche (São Paulo), Ernani Teixeira (Campinas), , Israel Fogaça (São Paulo), os acordeonistas Daniel Grajew, Marcelo Cigano e Thadeu Romano, Hot Club de Piracicaba com Pa Moreno, Iuna Tuane, Julia Simões. Em 2022, o Festival recebeu ALMA NOUCHE, BINA COQUET & FLORIAN CRISTEA, com Danilo Vianna, Nando Vicencio e Fernando Seifart, MARCOS MORAES, ALESSANDRO PENEZZI, SANDRO HAICK, com participação de Julia Simões, HOT CLUB DE PIRACICABA e LU GARCIA, com participação de Renata Meireles e Guilherme Ribeiro (dança). Em 2023, o Festival realizará a sua 9a. O JAZZ MANOUCHE: O estilo surgiu em Paris no começo do século passado, quando o cigano Django e o violinista francês Stéphane Grappelli se juntaram no quinteto do Hot Club de France, consagrando uma parceria que se tornaria icônica e definidora de uma nova linguagem no mundo do jazz: na contramão das instrumentações tradicionais americanas que usavam metais e bateria, o jazz manouche se caracterizou sobretudo pelo uso de instrumentos de cordas como o violão e o violino que já faziam parte da cultura musical cigana, assim como outros instrumentos como o acordeom, justamente por sua portabilidade, adequada ao espírito nômade de sua origem. Da junção do swing americano e a improvisação jazzística com o fraseado cigano e sua verve virtuosística nasceu o jazz manouche, o gypsy jazz – estilo que conta hoje com grupos praticantes em todas as partes do mundo, quase sempre nomeados como ‘Hot Clubs’ em referência à formação original francesa.

Endereço

Piracicaba, SP
13405-123

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