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MANIFESTO CHÃO DE TERREIROAracaju — Sergipe | 2025Este manifesto é testemunho do tempo, da fé e da resistência.No ano de...
26/12/2025

MANIFESTO CHÃO DE TERREIRO

Aracaju — Sergipe | 2025

Este manifesto é testemunho do tempo, da fé e da resistência.

No ano de 2025, o Chão de Terreiro se firma como realidade material, espiritual e histórica em território sergipano. Não nascemos do conforto, nem da concessão: nascemos da necessidade ancestral de manter viva a ciência da Jurema Sagrada e o caminho do Catimbó, sustentados pela ética do compromisso, pela lealdade espiritual e pela verdade do chão.

Construímos nosso terreiro do zero.
Com as próprias mãos levantamos paredes, pintamos, penduramos chapéus, plantamos o jardim e colhemos flores. Cada gesto foi ritual. Cada etapa foi oferenda. Nada foi feito sem fundamento, nada foi erguido sem permissão.

Só a Jurema Sagrada, os Orixás e os Espíritos que sustentam este Chão sabem a extensão do que foi atravessado para que este território se firmasse. Foram noites e madrugadas em trabalho, obrigações cumpridas com rigor, vidas reorganizadas em função do sagrado. Uma existência marcada pela abdicação consciente e pela prioridade absoluta à Jurema.

Nosso terreiro está firmado.
Está construído.
Está lindo.
E é nosso.

Triunfamos não por vaidade, mas por merecimento espiritual. Vimos se materializar aquilo que nos foi prometido no invisível, mesmo diante de provações, traições e ingratidão. Permanecemos firmes porque confiamos na justiça do tempo — e porque sabemos que, após o caos, a ordem sempre se estabelece.

Nossa corrente é forte, sustentada por filhos comprometidos, éticos e leais. Nosso axé não se negocia, não se desvia e não se corrompe. Aqui se cultua a Jurema com verdade, fundamento e responsabilidade, sem espetáculo, sem mercado, sem distorção.

O Chão de Terreiro é casa, é território sagrado e é memória viva.
É continuidade e retomada.

Somos parte da retomada da ciência da Jurema Sagrada em Sergipe, afirmando o Catimbó como tradição viva, legítima e profundamente enraizada. Com simplicidade e verdade, construímos um legado que reverbera nos mundos visíveis e invisíveis, ecoando nas teias ancestrais que nos precedem e nos sustentam.

Aracaju tem Jurema.
Sergipe tem Catimbó.
E o Chão de Terreiro está firmado.

Salve a Rama fulni-ô de Jurema!

*AGENDA ABERTA*Padrinho Jau está em Aracaju com agenda aberta para atendimentos de Oráculos, ebós e diversos trabalhos e...
20/12/2025

*AGENDA ABERTA*

Padrinho Jau está em Aracaju com agenda aberta para atendimentos de Oráculos, ebós e diversos trabalhos espirituais.

Reconhecido como autoridade máxima em nosso Catimbó, Padrinho Jau é indígena Fulni-ô, babá de Candomblé e Padrinho da Jurema Sagrada.
É um mestre vivo em terra, guardião de uma ciência ancestral que atravessa povos, tempos e espiritualidades.

Com seu conhecimento e força espiritual, auxilia pessoas em processos de alinhamento, cura, proteção e fortalecimento do caminho espiritual, sempre com respeito, fundamento e responsabilidade.

📿 Atendimentos mediante agendamento

São sete chaveDe sete cidadeDe sete ciência De sete saberSarava minha mãe JuremaVenha me valer
06/12/2025

São sete chave
De sete cidade
De sete ciência
De sete saber

Sarava minha mãe Jurema
Venha me valer



Caruru Diversão e Arte é um projeto que nasce do chamado da Erê Aninha e da união de forças do Chão de Terreiro da Casa ...
03/12/2025

Caruru Diversão e Arte é um projeto que nasce do chamado da Erê Aninha e da união de forças do Chão de Terreiro da Casa da Mata, em parceria com nosso amigo Brito.
O Caruru é comida encantada, e a arte é oferenda para a infância.

Celebramos o encantamento que acontece no instante em que o olhar da criança é tocado pela magia da arte — um momento de axé, de brilho, de abertura de caminhos. O caruru, enquanto rito, gesto e alimento sagrado, reforça uma memória ancestral: a de que a criança é sagrada. Essa é uma lição que aprendemos com nossos Ibejis, Orixás da alegria, da travessura, da pureza e da potência do começar. Alimentar a infância com caruru é alimentar também a cultura do cuidado, da proteção e da ludicidade, porque a criança, para as tradições de terreiro, não é apenas um sujeito em formação, é mistério que guia, orienta e ilumina.
Por isso, cada brincadeira, cada riso, cada pintura, cada música e cada gesto artístico oferecido no projeto se torna um ato de reverência. A arte aqui funciona como um xirê: um movimento circular que acolhe, encanta e devolve à criança sua própria força criadora.

O Caruru Diversão e Arte é, assim, um espaço de alegria sagrada, onde a ancestralidade se encontra com o brincar, e onde a cultura de terreiro se revela como lugar de proteção, beleza e futuro.

É amanhã! Caruru, Diversão e Arte para as crianças da Ocupação Valdice Teles.Vai ser lindo, Gratidão a todos que contrib...
28/11/2025

É amanhã!

Caruru, Diversão e Arte para as crianças da Ocupação Valdice Teles.

Vai ser lindo, Gratidão a todos que contribuíram.

Saravá a Mestra Rainha de nosso Terreiro!Mestra Luziara sustenta as raízes firmes das Senhoras Mestras em nosso Catimbó....
05/11/2025

Saravá a Mestra Rainha de nosso Terreiro!

Mestra Luziara sustenta as raízes firmes das Senhoras Mestras em nosso Catimbó.
Sua ciência é fina e ensina, com firmeza e beboche, o que é ser uma mulher verdadeiramente livre, subversiva, empoderada, inteira em si.

Carregar essa ancestral é honrar o legado de uma mulher que não se curva, que enfrenta o mundo e vai até as últimas consequências para sustentar sua genuína existência.

Quem não sabe respeitar a autoridade de uma mulher que lutou pra ser quem é e estar onde está, não se cria no Catimbó da Senhora Luziara.

Sustentar um terreiro sob seu reinado é tarefa e honra de MULHER forte, de quem tem raiz, coragem e compromisso com a verdade ancestral. Quem não é, nem se meta.

Saravá, Mestra Luziara, Rainha do nosso Chão!



Assumir uma ancestralidade não é apenas aderir a uma prática espiritual, dizer que tenho Mestra Luziara, por exemplo— é ...
24/10/2025

Assumir uma ancestralidade não é apenas aderir a uma prática espiritual, dizer que tenho Mestra Luziara, por exemplo— é reconhecer uma linhagem viva atuando em meu destino.

Cultuar um Orixá, uma Mestra ou um Guia não é um gesto devocional isolado; é declarar que essa força habita em seu corpo, atravessa sua história e orienta seus passos para além da vontade individual.

A ancestralidade não se molda aos seus exvlusivos desejos. Ela nos convoca à escuta, à coragem e à transformação. Ser de terreiro significa entrar em aliança com uma comunidade espiritual que exige coerência, responsabilidade ética e mudança real de postura.

A verdadeira espiritualidade não é refúgio para a estabilidade do eu, mas caminho de lapidação. Quando fugimos das exigências ancestrais, não estamos escapando do terreiro — estamos escapando de nós mesmos.

A pergunta não é: “os ancestrais serve ao que eu quero?”, mas sim: “estou disposto(a) a me tornar aquilo que meus ancestrais sabem que eu sou?”

A ancestralidade não cobrará perfeição

Cobrará verdade.

Madrinha Dara



“Vai ter gira aberta?” — essa é uma pergunta que aparece muito por aqui. E ela revela algo profundo sobre como o terreir...
11/10/2025

“Vai ter gira aberta?” — essa é uma pergunta que aparece muito por aqui. E ela revela algo profundo sobre como o terreiro vem sendo compreendido nos últimos tempos. O que antes era espaço de autodesenvolvimento, ritual, fundamento e comunidade, hoje muitas vezes é visto como um centro de atendimento espiritual. Essa transformação faz parte de um processo de embranquecimento do terreiro, onde a casa ancestral passa a ser tratada como uma espécie de clínica, e o desenvolvimento mediúnico se confunde com o ato de atender o outro.

Mas o terreiro não nasceu para ser clínica — ele é território de força, de magia e de transformação. Desenvolver-se mediunicamente é, antes de tudo, um caminho de autoconhecimento e de alinhamento com a ancestralidade, para que cada pessoa se torne mais consciente e mais enraizada na coletividade do axé.

As conversas e os acolhimentos têm o seu lugar, sim — mas o centro do terreiro sempre foi o rito, o canto, a mandinga e o fundamento. É no fazer ancestral que a cura acontece, é na prática que o corpo aprende a ser casa do sagrado.

Por isso, nossas giras abertas acontecem de forma pontual, como momentos de celebração e partilha com todes.
Nosso verdadeiro foco está no fortalecimento da nossa comunidade e de todes que buscarem nossa Ciência,
nos rituais, nas iniciações e nos aprendizados da Jurema Sagrada.

E se você busca o terreiro, busque para além da gira aberta.
Busque para fazer uma consulta, para realizar um trabalho ancestral,
para se reconectar com sua força e sua linhagem espiritual.

O terreiro é espaço de transformação — individual e coletiva.
É território de axé, de magia e de retorno à raiz. 🌿✨

O tempo circular da Jurema Sagrada se opõe profundamente à lógica linear e utilitarista do tempo cartesiano europeu. Enq...
07/10/2025

O tempo circular da Jurema Sagrada se opõe profundamente à lógica linear e utilitarista do tempo cartesiano europeu. Enquanto o pensamento ocidental moderno entende o tempo como uma linha reta — com início, meio e fim — que deve ser controlado, medido e aproveitado para a produtividade, na cosmologia da Jurema o tempo é espiralado, vivo e sagrado.

Na Jurema, o tempo não passa — ele gira.
Tudo o que existiu, existe e existirá está em constante movimento dentro do mesmo círculo: os ancestrais, os encantados, os vivos e os que ainda virão compartilham o mesmo campo de tempo e presença. Por isso se diz que os ancestrais são círculo, porque eles não estão atrás de nós, mas ao redor, compondo uma roda que sustenta o agora.

Nas rodas da Jurema, essa visão se manifesta na prática: o toque dos maracás, o canto, o giro do corpo, o movimento das folhas — tudo evoca o retorno, o reencontro. O tempo circular é o tempo da memória viva, que não se perde, mas se atualiza em cada ritual. Cada roda é uma repetição e, ao mesmo tempo, uma renovação: o passado se faz presente e o presente se torna futuro, num fluxo contínuo.

Em contraste, o tempo cartesiano busca ordenar, fragmentar e separar: ontem, hoje, amanhã; início, meio e fim; útil e inútil. É o tempo que mede, calcula e submete a vida ao relógio e à produção. Já o tempo da Jurema não se mede — se vive. Ele é tempo de escuta, de respiro, de atravessamento. É o tempo do encantamento, onde o ser humano não é o centro, mas parte do círculo maior que inclui a terra, as águas, os ventos e os espíritos.

Assim, dizer que o tempo da Jurema é circular é afirmar uma cosmovisão ancestral e relacional, em que o conhecimento, o cuidado e a espiritualidade se movem em rodas, em gira, em ciclo. O que gira se mantém vivo — e é nesse girar que a Jurema preserva sua sabedoria e sua força de resistência frente ao tempo fragmentado e utilitarista imposto pela modernidade.

Salve o tempo! Salve a Ciência Juremeira Sagrada!

Culto a Orixá na Jurema SagradaEm nossa Rama de Jurema, o culto a orixá é fundamental assim como as iniciações e obrigaç...
29/09/2025

Culto a Orixá na Jurema Sagrada

Em nossa Rama de Jurema, o culto a orixá é fundamental assim como as iniciações e obrigações com os orixás são bases na caminhada iniciática.

Saravá Jurema Sagrada
Salve a ciência Juremeira de culto a Orixá

A pedido de muitos, estamos de volta!O Chão de Terreiro retoma a condução, em união com nosso Mestre de Jurema Tradicion...
03/09/2025

A pedido de muitos, estamos de volta!
O Chão de Terreiro retoma a condução, em união com nosso Mestre de Jurema Tradicional Kariri Xocó, Cacique Kairã, e seu grupo de guerreiros, para uma Cerimônia de Consagração da Medicina da Jurema.

Sábado, 13/09, às 16h, abriremos as portas e os portais da Jurema Xamânica Tradicional Indígena.

Honramos os saberes dos povos do sertão nordestino e a força da caatinga – bioma único do Brasil. Receberemos a condução Kariri Xocó, que, com sua sabedoria ancestral deste território sagrado, guiará junto ao Chão de Terreiro uma cerimônia de consagração da Jurema-Preta: árvore, deusa, entidade, reino de ciências multidimensionais.

Nosso Cacique Kairã, seus guerreiros e os dirigentes do Chão de Terreiro ( Madrinha Dara e Padrinho Lucas) realizarão, em união, uma cerimônia com o axé da Jurema Sagrada, trazendo a pajelança Kariri, seus cantos, toré, ca****bo e palavras sagradas para fortalecer nossa conexão com a fonte, com nosso ser verdadeiro e com a natureza cósmica.

Este chamado é para quem busca reconhecer os saberes ancestrais, honrar nossos povos indígenas e suas cosmovisões e aprender com as plantas sagradas a curar a si e ao planeta, por meio do autoconhecimento, da conexão e da união com a natureza.

Vagas limitadas!
Reserve seu lugar pelo WhatsApp (79) 9-9887-0601

Valor de troca: R$ 150,00
(Trabalhamos com economia solidária. Consulte condições de valor social, se for o seu caso.)

Endereço

Vivendas Bela Vista, Alameda 7, N 370
Piracicaba, SP

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