26/07/2026
Dia dos Avós
Quando penso na minha ancestralidade, não penso em algo distante ou abstrato. Penso em mim. No meu jeito de falar, de sentir, de reagir ao mundo. Penso em coisas que nunca me ensinaram diretamente, mas que, ainda assim, vivem em mim.
Às vezes me pergunto quantas histórias existiram antes da minha. Quantas pessoas precisaram existir, resistir e seguir em frente para que eu estivesse aqui hoje. É estranho e bonito ao mesmo tempo perceber que eu sou continuidade — que carrego pedaços de vidas que nem conheci, mas que, de alguma forma, me construíram.
Sinto minha ancestralidade nas pequenas coisas. Em hábitos que parecem automáticos, em gostos que não sei de onde vieram, em forças que aparecem nos momentos difíceis. Como se alguém, lá atrás, ainda me sustentasse de algum jeito.
Mas também reconheço que nem tudo é leve. Carrego dúvidas, medos, silêncios. E às vezes penso que isso também faz parte — heranças invisíveis que atravessam o tempo e chegam até mim sem pedir permissão.
Mesmo assim, existe uma escolha. Posso olhar para tudo isso não como um peso, mas como um caminho. Assim, posso decidir o que levo adiante, o que transformo e o que deixo para trás.
Fotos: 3 gerações
Avós maternos-Alina e José
Avó paternos-Marinho e Carminha / Pais Marinho e Débora / Tia Bem, Tia Carmita / Tios, primos / Lucas e Marília