Roda de Mães

Roda de Mães Apoio na gestação, parto e nascimento.

A co**ha de amamentação foi colocada no mercado prometendo proteger os mamilos da mulher do contato com a roupa e até fa...
25/09/2018

A co**ha de amamentação foi colocada no mercado prometendo proteger os mamilos da mulher do contato com a roupa e até facilitando a protrusão do mamilo em mães com mamilo plano ou invertido. Lindo na teoria, mas na prática é mais um dos (IN)utensílios que te empurram.

De fato, a co**ha:
- Não aumenta o mamilo, apenas faz um edema transitório. Mães com mamilos planos ou invertidos necessitam ainda mais orientações na amamentação.
- Esse edema (foto) causa dificuldade na pega do bebê, facilitando com que a boca escorregue e o bebê não consiga abocanhar todo o mamilo e parte da aréola
- Deixa a região abafada propiciando candidíase na mama
- A pressão pode causar obstrução ductal, dor mamária, ingurgitamento e mastite.
- Diminui contato pele a pele mãe/bebê
"Ah Dr mas eu usei e foi ótimo!"
Que bom, sempre tem alguém que se salva em meio ao terremoto... Mas na maioria dos casos não é o que ocorre.
O que você realmente precisa para amamentar:
1) Ter um bebê (ou mais de um)
2) Ter uma mama pelo menos (sim, mães com apenas 1 mama conseguem amamentar também)
3) Querer amamentar. Querer muito!
4) Se informar, se cercar de apoio e se tiver muita dificuldade procurar um banco de leite na tua cidade e/ou uma consultoria de amamentação.

Dica de uso da co**ha: coloca álcool gel e usa pra acender a churrasqueira, faz um fogo bacana!
O que fazer para diminuir o desconforto da roupa em contato com o mamilo: "rosquinha" de fralda de boca em poucos momentos e principalmente ficar com as mamas ao ar livre para auxiliar na cicatrização; corrigir a pega do bebê.
O mesmo vale para o bico intermediário ok! E pior, nem pra acender o fogo da churrasqueira ele serve.

Abraços!
Por Dr. José Amorim

A Maternidade que consumimos.Por Aláya Dullius 👭Custa 450 reais um exame pra saber o s**o do bebê, 2 meses antes do que ...
25/09/2018

A Maternidade que consumimos.
Por Aláya Dullius 👭

Custa 450 reais um exame pra saber o s**o do bebê, 2 meses antes do que o ultrassom de rotina mostraria.
Pagamos pela ansiedade!

Enxoval com direito a mil apetrechos, cacarecos e firulas inúteis?!

Nos convenceram que seremos mães melhores se tivermos tudo isso?

Nos convenceram que seremos péssimas mães se não comprarmos tudo isso?!
Seu bebê precisa mesmo?!
..Está grávida? Comece repensando, se informe, questione!
Pense no seu plano de parto, reveja a equipe que vai te atender.

Aprenda sobre as intervenções desnecessárias no parto, feitas com o você e com bebê, faça escolhas, aí sim, conscientes, informadas, SUAS!

Estude sobre amamentação, não rejeite aquela amiga que quer te informar, estender a mão por que sabe como pode ser difícil e não queria ver você chorar perdida.

Não transforme a maternidade em algo a ser consumido, mas numa linda e transformadora experiência de vida.

Dar o melhor ao bebê não está no que compramos ou no plano de saúde que pagamos, às vezes está em abrir mão dessas coisas, por outras essenciais‼️

RELATO DE PARTO DA Tamires, nascimento da Sofia. Relato de parto natural   Apesar da Sofia ter sido desejada e planejada...
25/09/2018

RELATO DE PARTO DA Tamires, nascimento da Sofia.

Relato de parto natural
Apesar da Sofia ter sido desejada e planejada, nós não pensávamos no parto, achávamos que o importante era ela nascer viva rsrsrs. Mas ao conhecer uma doula (Fabiana) tive muitas informações que mudou de vez por todas nossos pensamentos a respeito do momento mais importante da Sofia. A presença de uma doula fez muita diferença, pois a Sofia deu todos os sinais que saberia como nascer e como gostaria de ser nascida rsrs se não fosse as informações fornecidas por ela sem dúvida teria me submetido a vários procedimentos médicos, pois aos 7° mês de gestação iniciei vários pródomos, onde eu aprendi alguns procedimentos para saber se realmente a Sofia estava nascendo ou treinando pra nascer.
Ao completar 40 semanas se gestação, na consulta pré natal, fui direcionada a ir para a maternidade, pelo simples fato de já estar com 40 semanas de gestação, e por isso minha filha “poderia entrar em sofrimento “ (mito dos grandes) ,Mas bem empoderada que eu estava, totalmente ciente dos meus direitos (afinal parto humanizado é exatamente isso, ter direitos e escolhas, no MEU momento),então sentia que estava tudo bem comigo e com minha filha, então deixei pra ir na segunda feira (4dias depois) apenas por desencanto, e para levar meu plano de parto (documento muito importante pra quem deseja um parto humanizado). Então ao chegar lá na maternidade na segunda feira fiz primeiro o exame de cardiotoco, após o exame levei o resultado para a médica obstetra e fiz um exame de toque. No exame cardiotoco constou por duas vezes começo de trabalho de parto, até hoje nem sei porquê, pois não senti nada, nem se quer uma contração como sentia desde o 7°mês de gestação, no exame de toque ela disse que tinha um centímetro de dilatação bem apertado, e já foi logo ordenando que se até quarta feira a Sofia não nascesse eles iriam induzir o parto com vários procedimentos que são protocolos da maternidade, na qual eu não queria, pois era meu direito aguardar desde que tudo estivesse ocorrendo bem o inicio do trabalho de parto humanizado me permitia desejar um parto natural, nem disse nada ,simplesmente fui embora. No caminho de volta meu esposo precisava pegar um celular no concerto, então decidimos ir até o local caminhando. No meio do caminho comecei sentir uma dor na virilha direita que aparentava estar com um furúnculo ou algo do tipo, já chegando em casa a dor era tão insuportável que eu andava mancando e a outra também estava começando doer e a Sofia estava tão agitada que parecia que iria rasgar minha barriga, imaginei que fosse por causa do dia agitado, tomei um banho rápido e fui assistir TV e descansar, comecei conversar com minha doula, e comentei essas coisas com ela, ela me orientou entrar no chuveiro quente como sempre fazia nos falsos trabalho de parto pra identificar se era realmente falso trabalho de parto ou trabalho de parto de fato, achei desnecessário, já que eu imaginava ser resultado de um dia agitado, cansado ... essas coisas mas segui a orientação e fui pro chuveiro. Ao entrar no chuveiro as dores se intensificaram e comecei ter contrações fortes e constantes, coisa que eu não estava tendo, então percebi o inicio do trabalho de parto.
Então eu e meu esposo ficamos em alerta, senti um sono incontrolável e decidi ir dormir, deitei e apaguei. Por volta dás 4:00hs da madrugada acordei com muita vontade de fazer cocô, levantei, fiz cocô e ao acabar me deu uma contração tão forte que me faltou o ar, antes de chegar no quarto tive mais uma, antes de chegar na cama tive mais uma, ao deitar na cama tive mais uma, quando estava quase pegando no sono tive mais uma, daí saquei que dessa vez estava muito diferente do que sentia a 3 meses, entrei no chuveiro e ficou ainda mais ativo, então meu esposo começou a marcar os tempos e variava entre 1 a 14 minutos, debaixo do chuveiro ficava entre 1 e 4 minutos. Por volta dás 8:00hs da manhã fui pra casa de uma tia e chamei minha doula, mas na casa da minha tia não entrei no chuveiro, não fiz nenhuma atividade então as contrações variava entre 40 min a 1hra e meia, então aproveitei pra dar umas coxiladas nesses intervalos. Por volta dás 19:00hs tomei um chá de cravo e canela preparado pelo maridão, e comecei fazer exercício na bola, exercício no chuveiro pra ajudar minha Sofia nascer, e ela entendeu a mensagem rsrsrs dali em diante o trabalho de parto ativou de uma tal maneira que deslanchou , foi a noite toda de intensas contrações. Durante todo o processo de trabalho de parto tive vontades de fazer cocô, de início até tinha cocô pra sair, mas com um tempo não tinha mais, era apenas minha princesinha chegando. Ao amanhecer o dia novamente minha doula chegou e logo após uma amiga obstetriz então elas me ajudaram ainda mais suportar esse momento com calma, com carinho e paciência.
Estava um clima lindo, um ambiente perfeito pra chegada da minha primogênita, meu marido sempre atencioso, carinhoso me ajudou muuuuuito desde o início do trabalho de parto, por volta das 15:00hs decidimos ir pro hospital, já no portão antes de entrar no carro as contrações já não tinha mais intervalo, ao chegar na maternidade fui atendida imediatamente, a enfermeira ao perceber minhas contrações resolveu fazer um toque, pois é protocolo hospitalar fazer o cardiotoco antes de qualquer coisa, mas pulamos essa etapa rsrs, ao tocar já estava com 9cm de dilatação. Então eles queriam estourar minha bolsa, já que o trabalho de parto estava tão avançado mas não havia estourado ainda, mas expliquei que gostaria de um parto natural (sem intervenções médicas), então elas me levaram para um quarto onde eu poderia ficar mais a vontade. Assim que entrei na sala tive uma contração e então abaixei na bola, quando abaixei na bola minha bolsa estourou e mais uma vez me deu uma vontade enorme de fazer cocô, na mesma hora as enfermeiras entraram então disseram pra eu subir na cama, pra mim foi mais confortável e fácil ficar apenas inclinada ao invés de totalmente deitada, é eles souberam respeitar, então fiz algumas forças e lá estava minha princesa pronta para vir para os meus braços, mas fiquei tão exausta dos três dias em trabalho de parto que dormir kkkkk depois de alguns minutinhos após o parto foi que eu consegui ter forças e então curtir minha linda princesa, linda, a cara da mamãe.😍

Diminua a dor do seu bebê no momento das vacinas.
05/09/2018

Diminua a dor do seu bebê no momento das vacinas.

Vaccination Time: How to reduce crying and pain during babies' immunizations! Be Sweet to Babies Research shows - for infants less than 12 months of age: 1. ...

AMAMENTAR DIMINUI A DOR NA HORA DA VACINAÇÃO, e para potencializar o efeito analgésico, comece a amamentar uns minutos a...
05/09/2018

AMAMENTAR DIMINUI A DOR NA HORA DA VACINAÇÃO, e para potencializar o efeito analgésico, comece a amamentar uns minutos antes, amamente durante e depois do procedimento!!! Exijam o direito de amamentar durante esses procedimentos dolorosos, pois, além da OMS (Organização Mundial da Saúde) ter publicado recentemente um documento oficializando essa recomendação acerca do efeito analgésico da sucção, conhecida como "mamanalgesia", vejam aqui a máteria completa: http://aleitamento.com/amamentacao/conteudo.asp?cod=2382 o Ministério da Saúde em 2014 publicou um Manual de Normas e procedimentos para vacinação, e a recomendação para amamentar está na PÁGINA 49 do Manual, item 6.3.2.3.2 Procedimentos específicos para a administração na região deltoidea: " Caso a criança esteja em aleitamento materno, oriente a mãe para amamentá-la durante a vacinação, para maior relaxamento da criança e redução da agitação."
Segue o link do Manual do Ministério da Saúde:
http://bvsms.saude.gov.br/…/manual_procedimentos_vacinacao.…

Agora é oficial a “Mamaanalgesia” ou o efeito de diminuir a dor e acalmar os bebês quando são amamentados. Uma prática que já defendíamos e muitas mães já haviam comprovado sua efetividade.

😍Semana linda, onde pude compartilhar com elas sobre os desafios do pós parto.Se você está gestante ou conhece uma amiga...
25/08/2018

😍Semana linda, onde pude compartilhar com elas sobre os desafios do pós parto.
Se você está gestante ou conhece uma amiga que esteja gestando, se prepare para esse desafio!
Como Lidar Com os DESAFIOS do pós parto.🤔
Uma fala frequente que ouço das mulheres que acabaram de se tornar mães é: – Nossa! Me preparei tanto para o parto e não tinha ideia dos desafios que encontraria no puerpério!!

As dificuldades no início da amamentação, a demanda de um recém-nascido, a recuperação pós-parto, as tarefas domésticas, os cuidados com os filhos mais velhos…são queixas recorrentes que tornam o pós-parto um período de muitas incertezas, cansaço, medo e até tristeza. Afinal, o ritmo de vida na sociedade moderna, onde a cada dia que passa as mulheres assumem mais papéis, contribui para que esse período se torne ainda mais difícil e solitário.

Enquanto que historicamente, quando pariam, as mulheres recebiam cuidados intensivos por parte de outras mulheres da família durante o chamado “resguardo” ou” quarentena”. Hoje, a maioria das mulheres conta apenas com o apoio do marido, da mãe ou da sogra e que, por mais boa vontade que tenham, nem sempre sabem como podem ajudar efetivamente àquela mãe e bebê, respeitando o seu espaço.

Diante dessas dificuldades, separei algumas sugestões para ajudar as futuras mães a se preparar para o período:

Durante a gestação participe de cursos, rodas de conversa e grupos online sobre parto, pós- parto e amamentação. Conversar com outras mães que estão vivenciando o puerpério neste momento pode ser bastante esclarecedor!
Abasteça a despensa com todos os alimentos e produtos que mais utiliza no dia a dia, assim será mais tranquilo estar com tudo à mão no preparo das refeições durante a rotina da casa.
Congele comida e frutas em pequenas porções e tenha ingredientes em casa para o preparo de lanches rápidos e saudáveis.
Busque informações sólidas sobre o tipo de parto que você deseja, para que seja uma experiência transformadora, saudável e segura para você e seu bebê. Lembrando que o parto normal proporciona uma recuperação mais rápida e, portanto, favorece a disposição da mãe nos cuidados com o bebê.
Procure ajuda profissional se estiver com dúvidas e dificuldades para amamentar. Existem Bancos de Leite Humano em hospitais do SUS e particulares, que prestam atendimento às mães que amamentam, e também coletam leite de quem deseja doar. Outra opção viável são as consultoras em amamentação, profissionais qualificadas e experientes no auxílio às mães com problemas para amamentar. Ter apoio no momento certo pode salvar sua amamentação!
A rotina do bebê pode variar de um dia para o outro e por isso é importante estar atenta aos seus sinais, para ir conhecendo os hábitos e preferências individuais do seu bebê. Portanto, evite métodos que impõem rotinas rígidas, como o chamado “nana nenê” que negligência as necessidades do bebê e o que ele está tentando comunicar. Práticas como restringir ou estipular horários para as mamadas podem trazer impacto importante no ganho de peso e até causar desidratação no bebê.
Durma sempre que for possível. A privação de sono é uma das maiores dificuldades do pós-parto.
Leia sobre extero-gestação! Os 3 primeiros meses de vida do bebê são considerados o quarto trimestre da gestação. Nesse período o bebê precisa que seja reproduzido um ambiente o mais próximo do que ele vivia dentro do útero materno. Conhecer as artimanhas para acalmar o bebê certamente fará toda a diferença para lidar com o choro, cólicas, sono (…).
Invista nos carregadores ergonômicos de bebê. Existem diversos modelos como o Sling, sling wrap,pouch sling… que são ótimos para que o bebê fique aconchegado no colo o tempo que precisar e deixar você com os braços livres. Mas atenção: cuidado com os cangurus tradicionais: eles não mantem o bebê em posição ergonômica e podem favorecer problemas no quadril do bebê. Se tiver dúvidas, busque ajuda de uma consultora em carregamento de bebê, por exemplo.
Inclua o pai nos cuidados com o bebê, dividindo tarefas domésticas, responsabilidades e decisões. Compartilhar sempre deixa tudo mais leve!
Aproxime os irmãos mais velhos nas tarefas com o bebê. Desde o pré-natal, inclu- os nas consultas, exames e na preparação da casa para a chegada do novo membro. Uma dica legal: ao passo que a rotina com o bebê for se estabelecendo, estipule um dia da semana, ou período especifico em que alguém possa cuidar do bebê para que você dê atenção exclusiva ao(s) mais velho(s), levando-o para um passeio que goste, assistindo um filme juntos, brincando de sua brincadeira favorita. Dessa forma, nesse dia, ele terá a sua atenção integral e se sentirá acolhido também.
Encare com leveza as mudanças no seu corpo. A maternidade é uma avalanche, uma transformação interna e externa, e às vezes é difícil lidar com a intensa autocrítica e as cobranças da sociedade para que você esteja feliz, magra, maquiada, penteada e trabalhando quatro meses após o parto. A verdade é que existe uma grande chance de suas prioridades e preocupações terem mudado muito e que talvez você precise ainda de um bom tempo para que tudo volte ao seu lugar (aliás, vale lembrar, algumas coisas, jamais voltarão).
Se você tem uma família grande, ou muitos amigos, busque uma forma educada de restringir as visitas no primeiro mês de vida. Um e-mail simpático ou uma postagem pessoal informando sobre o nascimento, avisando que vocês estão em fase de adaptação à nova rotina e receberão visitas a partir de certa data pode ser uma ideia prática e eficaz para driblar o excesso de visitas.
E, pra finalizar, uma dica de ouro: seja gentil com você mesma! Permita-se chorar, errar, sentir medo, solidão, raiva, vontade de fugir…todos esses sentimentos irão aparecer em algum momento do seu puerpério. Só não dê espaço para a culpa! A sua história não é igual a de ninguém, você e seu bebê são únicos, e você é a melhor mãe que pode ser nesse momento.

Venha estar conosco!😍AMAmentar😍 é um ato de amor!
19/08/2018

Venha estar conosco!
😍AMAmentar😍 é um ato de amor!

A humanização do parto não significa mais uma nova técnica ou mais conhecimento, mas, sim, o respeito à fisiologia do pa...
16/08/2018

A humanização do parto não significa mais uma nova técnica ou mais conhecimento, mas, sim, o respeito à fisiologia do parto e à mulher.

Muitos hospitais e serviços médicos ignoram as regulamentações exigidas pela Organização Mundial de Saúde e Ministério da Saúde, seja por querer todo o controle da situação do parto, por conveniência dos hospitais em desocupar leitos mais rápido ou por comodidade de médicos e mulheres em que no mundo atual não se pode perder muito tempo.

É seu direito! Apoiado pela OMSA Organização Mundial de Saúde (OMS) lançou uma série de diretrizes para orientar os serv...
14/08/2018

É seu direito! Apoiado pela OMS
A Organização Mundial de Saúde (OMS) lançou uma série de diretrizes para orientar os serviços de saúde sobre cuidados essenciais durante o parto. As recomendações buscam garantir assistência de boa qualidade às gestantes e aos bebês através de protocolos clínicos baseados em evidências científicas. Destacam a importância dos cuidados centrados na mulher para otimizar a experiência do parto por meio de uma abordagem abrangente, baseada no respeito aos direitos humanos, e apresentam um modelo global de cuidados que leva em conta a complexidade e a diversidade dos modelos vigentes de atenção ao parto e nascimento em diferentes países.

Dentre as orientações da OMS, estão questões relacionadas ao tratamento dispensado à gestante antes, durante e depois do parto, comunicação efetiva dos direitos da mãe e do bebê, duração e progressão do período de dilatação, técnicas de relaxamento e controle da dor, entre outros cuidados importantes ao longo do trabalho de parto, nascimento e puerpério.

Nesta semana dedicada a homenagear as mães, a ANS reforça, dentre esse conjunto de diretrizes, três importantes recomendações que também fazem parte do pacote de mudanças efetuadas pelas maternidades brasileiras que integram o Parto Adequado. O projeto, desenvolvido pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), em parceria com o hospital Albert Einstein e o Institute for Healthcare Improvement (IHI), visa identificar modelos inovadores e viáveis de atenção ao parto e nascimento, reduzindo o número de cesarianas desnecessárias por meio de mudanças nas práticas de cuidado e na conscientização de gestantes e de toda a rede de atenção obstétrica sobre os benefícios do parto normal.

Clique aqui e saiba mais sobre o Projeto Parto Adequado.

Confira as recomendações selecionadas pela ANS:

1 - A velocidade da dilatação do colo do útero de 1 cm/hora durante o trabalho de parto pode não ser acurada para todas mulheres e esse não pode ser considerado como único parâmetro para a indicação de intervenções médicas, tais como uso de ocitocina para acelerar o trabalho de parto e cesariana. É esperado que a velocidade de dilatação do colo ocorra naturalmente em menor velocidade até que se atinja 5 cm de dilatação, por isso o projeto Parto Adequado recomenda que os hospitais adiem a internação da mulher até que esteja idealmente na fase ativa do trabalho de parto, com 4 cm a 5 cm de dilatação e desenvolva estratégias para apoio acolhimento e suporte à mulher que já está tendo contrações, mas ainda não está na fase ativa. O partograma também deve continuar a ser preenchido, mas outros parâmetros devem ser considerados para avaliação da necessidade de intervenção, incluindo frequência cardíaca fetal, contrações uterinas, características do líquido amniótico, descida e posição fetal, temperatura materna, pressão arterial e débito urinária. Além disso, antes de considerar qualquer intervenção médica, as mulheres com suspeita de atraso na progressão do trabalho de parto devem ser cuidadosamente avaliadas para excluir complicações em desenvolvimento como desproporção céfalo-pélvica e para determinar se suas necessidades emocionais, psicológicas e físicas estão sendo atendidas.

2 - Todo nascimento é único: alguns trabalhos de parto são rápidos, outros não. Intervenções médicas devem ser evitadas se a mulher e o bebê estão em boas condições.

3 - Toda mulher tem direito a uma experiência de parto positiva, que inclui:

Respeito e dignidade
Presença de acompanhe escolhido pela mulher
Comunicação clara com a equipe e profissionais maternidade
Estímulo à movimentação durante o trabalho de parto e liberdade para escolher a posição em que quer dar à luz
Segundo a OMS, a medicalização crescente tende a debilitar a capacidade da mulher de dar à luz e pode afetar de maneira negativa a experiência do parto. Além disso, o maior uso de intervenções no trabalho de parto sem indicações claras continua penalizando comunidades com menos recursos financeiros. As diretrizes da Organização abordam esses problemas e identificam prática mais comuns, a fim de estabelecer normas de boas práticas para levar adiante um trabalho de parto e um parto sem complicações.

As diretrizes da OMS se destinam a formuladores de políticas de saúde, gestores de programas de saúde materno-infantil e de unidades de saúde, organizações não-governamentais (ONGs), sociedades profissionais envolvidas no planejamento e gestão de serviços de saúde materno-infantil, profissionais de saúde (incluindo enfermeiras obstétricas e obstetrizes, médicos gerais e obstetras) e acadêmicos que estudam a executam a formação de profissionais de saúde.

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