18/04/2026
Todo percurso tem um som e todo som tem um tempo. Esse é o nosso.
No capítulo de hoje, percorremos o Poço da Draga, onde a vida acontece de forma leve, sem pressa, mesmo diante de tantas possibilidades de transformação.
Aqui, o tempo não corre: ele pulsa.
E cada som carrega uma vibração própria, quase como um convite silencioso para sentir, não apenas ouvir.
São frequências que atravessam o cotidiano, o vento, as vozes, os passos, o mar ao fundo, compondo uma paisagem sonora que acalma, que acolhe, que conecta.
Existe uma harmonia invisível, onde tudo vibra junto, criando um ritmo que não se impõe, mas envolve.
O tempo do som de hoje é esse: uma pausa. Um respiro.
Um minuto para desacelerar e percorrer o Poço da Draga com o que realmente importa, a presença.
O tempo do som.
O vídeo começa com essas palavras em amarelo e, em seguida, surgem imagens do cotidiano da comunidade do Poço da Draga, na Praia de Iracema, em Fortaleza. As ruas aparecem com muros pintados e coloridos. Pessoas dialogam de forma simples, ocupando o espaço com leveza. Outras se divertem, escutam música debaixo das árvores, sentadas em cadeiras amarelas, tranquilas.
Vemos também o cotidiano desse território: ruas e vielas que conduzem até o calçadão da Praia do Poço da Draga. Ali, a vida segue em seu ritmo próprio — pessoas limpando, varrendo as ruas, uma quadra de futebol construída para garantir o acesso ao esporte na comunidade.
O mar aparece. A praia. Um trecho sob a ponte, com suas longarinas desgastadas pelo tempo, enquanto a água se aproxima lentamente.
Em outro momento, três pessoas conversam, carregando suas pranchas.
O vídeo finaliza com uma imagem horizontal: do céu azul com nuvens, descendo até os guarda-sóis brancos, as cadeiras, a areia e a água do mar.
E, por fim, uma placa colorida traz a mensagem:
Se o oceano morrer, nós morremos.