09/04/2021
Curadoria festival MÊS DE LIBERDADE CRIATIVA
Nós do Coletivo Espontaneísta e Movimento de Dramaturgia Rural, responsáveis pela curadoria, pretendemos com este documento, tornar público como aconteceu este processo. Desde a publicação do edital do “MÊS DE LIBERDADE CRIATIVA”, prezamos pela transparência com us artistes inscrites e desde o início da curadoria este documento tem sido elaborado.
Em primeiro lugar, agradecemos imensamente a quantidade de inscrições recebidas. É uma honra entrar em contato com pessoas que participaram da criação deste evento em 2007, outras que fizeram parte durante tantos anos, seja na organização, seja como artiste; e tantas outras que conheceram este evento recentemente. É bonito acompanhar o processo artístico de vocês, e vê-lus crescendo cada vez mais, assim como a Liberdade Criativa.
Tendo em vista os critérios estipulados no edital, conforme item 5.3: a) Viabilidade técnica e financeira da proposta.
b) Proposta coerente.
c) Propostas que contemplem a arte provocativa pautada pelos direitos humanos e valorização das culturas: popular, underground, marginal e de resistência social.
d) Artistes que já participaram ou contribuíram em alguma das edições anteriores da Semana de Liberdade Criativa, em reconhecimento, terão preferência desde que atendam aos outros critérios.
Buscamos nesta edição demarcar espaços que já há alguns anos o Coletivo Espontaneísta tem se questionado. A então “Semana de Liberdade Criativa” sempre foi um lugar de encontro, de intercâmbio entre artistes de diferentes lugares e vertentes artísticas, considerando-se um evento democrático, de livre expressão artística, buscando garantir uma certa diversidade cultural. Porém, questionamos: que Liberdade Criativa era essa que até o ano de 2016 acontecia exclusivamente em um espaço essencialmente elitista, a universidade; realizado e composto quase que exclusivamente por pessoas brancas e cis? Onde expressões artísticas diretamente relacionadas ao povo preto e indígena nunca tiveram espaço?