26/08/2025
𝗡𝗼 𝗰𝗮𝗺𝗶𝗻𝗵𝗼 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝗼 𝗗𝗶𝗴𝗶𝘁𝗮𝗹 𝗦𝘂𝗺𝗺𝗶𝘁 𝗔𝗻𝗴𝗼𝗹𝗮 𝟮𝟬𝟮𝟱.
Hoje partilhamos a reflexão de Agostinho Kapaia, Chairman of GROUP , sobre IA, INFRAESTRUTURA E DESENVOLVIMENTO ESTRATÉGICO:
"Vivemos um momento de verdadeira inflexão tecnológica. A Inteligência Artificial está a afirmar-se como um motor silencioso, mas decisivo, da transformação global. Tal como a internet, que revolucionou a nossa forma de viver, trabalhar e comunicar, também a Inteligência Artificial poderá ser igualmente transformadora. Mas para que isso aconteça, exige-se visão, preparação e compromisso.
Angola está a preparar-se para este futuro, reformando-se e consolidando as bases de uma economia digital capaz de competir, inovar e gerar valor sustentável. A Inteligência Artificial não
começou hoje. Pelo contrário, é o resultado de uma história feita de avanços notáveis: desde o teste de Turing, em 1950, que procurava responder à pergunta se uma máquina poderia pensar, aos primeiros robots industriais, até ao momento em que um computador da IBM derrotou o campeão mundial de xadrez em 1997. Cada marco mostrou-nos que a fronteira entre o possível e o impossível está em constante mudança.
Hoje, vivemos uma nova era: a da Inteligência Artificial generativa. Já não falamos apenas de automatizar tarefas ou identificar padrões. Falamos de máquinas capazes de analisar contextos complexos, de gerar respostas criativas e de comunicar em linguagem natural. Tecnologias que escrevem textos, compõem música, criam imagens, produzem vídeos e até apoiam diagnósticos médicos ou decisões empresariais. Estamos perante um salto qualitativo que redefine a própria natureza da computação.
Os benefícios são evidentes. Na saúde, a Inteligência Artificial pode acelerar diagnósticos, prever epidemias e apoiar tratamentos personalizados. Na educação, pode facilitar o acesso ao conhecimento, adaptar percursos de aprendizagem e democratizar oportunidades. Na agricultura, pode ajudar a otimizar a irrigação, prever colheitas e combater pragas com maior eficácia. E na
indústria ou na gestão de infraestruturas, permite reduzir custos, antecipar falhas e melhorar a eficiência.
Mas a Inteligência Artificial não é apenas uma ferramenta tecnológica; é também uma questão estratégica. No contexto angolano, onde os desafios logísticos, climáticos e operacionais são
significativos, a sua aplicação inteligente pode representar um salto qualitativo no desempenho de grandes empreendimentos. No sector agroindustrial, por exemplo, o seu potencial é imenso: apoiar
decisões baseadas em dados, aumentar a produtividade e gerar impacto social e territorial, com benefícios concretos para as comunidades e para a economia.
É igualmente importante reconhecer os desafios. A Inteligência Artificial levanta questões de ética, de privacidade e de regulação. Exige competências novas, líderes preparados e cidadãos
informados. Não substitui a inteligência humana, mas expande o nosso alcance. Ignorá-la seria abdicar de uma oportunidade histórica. O nosso dever é compreendê-la, moldá-la e colocá-la ao
serviço do desenvolvimento sustentável e inclusivo.
Estes momentos que vivemos não são meras curiosidades tecnológicas. São sinais claros de que o futuro da produtividade, da competitividade e da modernização passa inevitavelmente pela
Inteligência Artificial. Cabe-nos a nós garantir que este futuro é construído com responsabilidade,
visão e ambição."