13/01/2026
A gente gosta de montanha, de cachoeira, do vento que nos faz enraizar os pés, senti-lo passar e seguir. Gosta da água gelada que revigora e restabelece nosso corpo. Do chão, com suas pedras, texturas e cores, marcando o ritmo com o som dos nossos passos. A gente pisa firme. Gosta também do fogo, que transforma e nos deixa mais leves.
Descobrimos novos lugares, novas sensações e, às vezes, novas dores(rs). Nem tudo são flores. A gente condiciona a mente para ir até onde precisa, enfrenta as dificuldades e, claro, sempre aparece uma pedra no caminho: “quem colocou essa pedra ali, gente?” (rs).
A gente vibra junto e divide com cada pessoa que está ali um pouquinho de nós, por um propósito maior: chegar ao cume.
E gostamos de voltar pra casa quase inteiro(a)s, com a alma lavada, o corpo cansado, demora um cadim para recuperar, massss… já pensando na próxima.
Tudo isso nos fortalece, nos faz sentir a vida e agradecer por ela.
Agora imagina a felicidade de batizar um Pico em um lugar que, há décadas, nos encanta desde o primeiro olhar. Um lugar que desperta um mundo de sentimentos, que acolhe, recebe com carinho, que respeitamos e admiramos profundamente. Suas montanhas majestosas e desafiadoras, sua comida deliciosa, suas varandas, seus cenários…
Mas nada se compara ao seu povo. Principalmente o seu povo. As formas de viver, as tradições, o jeito único de ser. As pessoas de lá são o seu maior patrimônio. Cada história, uma melhor que a outra.
Em uma das subidas, o céu mudou de figura. O cenário se transformou em uma mistura de céu azul com nuvens cinzas, e o som dos trovões nos silenciava. A gente até queria que fosse avião… mas não era. E, de forma espontânea e natural, o nome nasceu:
Pico do Trovão, f**a logo depois do Pico do Raio.
Quanta honra. Obrigado, Lapinha da Serra, mais uma vez!
"Pernas doces, alma leve, coração feliz"
Juntos nessa!
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dona.lina
RobinhoVan