08/09/2021
Eram 2h da manhã e meu telefone apitou. Era um vídeo que o Bruno havia me mandado. O que seria aquele vídeo uma hora daquelas? Meio desnorteada comecei a assistir.
Estávamos no começo do nosso namoro e ele estava fazendo uma formação nos Estados Unidos. No vídeo, ele aparecia animado e empolgado, um pouco confuso, falando um monte de coisa sobre a vida, sobre o futuro, sobre criar uma vida autoral, sobre sair da corrida dos ratos, sobre o que iríamos construir juntos.
Para resumir a história, ele disse que depois de uma vivência muito legal do curso, ele resolveu meditar e que durante a meditação uma frase muito clara havia surgido em sua mente.
"Taste the world. Share evolution". Assim mesmo, em inglês.
"Saboreie o mundo. Compartilhe a evolução"
Liguei para ele. Não me lembro exatamente o que falamos mas eu me lembro que quando desligamos estávamos decididos a cair no mundo.
Estávamos decididos a construir uma vida juntos pautada no profundo conhecimento de nós e do que a gente queria criar para a nossa vida.
Foi uma conversa que selou a decisão de caminharmos juntos.
Quando ele voltou para o Brasil, criamos o moporã, pedimos demissão, caímos na estrada e o resto é história.
Essas decisões foram relativamente fáceis de tomar porque ambos eram (e são) muito comprometidos com os seus processos de autoconhecimento.
Para ser bem honesta, foi isso que nos uniu.
Na verdade, a primeira vez que tivemos uma conversa na vida foi sobre isso. Terapias, vivências, autores.
Nós sempre soubemos que estávamos caminhando juntos. Que nosso objetivo era a evolução e o aprendizado. E que nesse processo, um seria o esteio do outro.
De lá para cá, 9 anos depois, muita água já rolou debaixo dessa ponte. Tivemos sucessos, fracassos, desafios, novos papéis, momentos de glórias e momentos bem difíceis.
E o que segurou a barra na hora dos momentos tensos foi saber que estávamos caminhando para a mesma direção.
Em relações afetivas, tão importante quanto o amor, tesão, diálogo, respeito é saber SE estamos caminhando juntos.
Não importa qual a direção do casal. O que importa é saber se estamos indo no mesmo sentido. Seja ele qual for.